Países da Europa anunciaram neste domingo (18/01) que irão reforçar a segurança no Ártico em apoio à Groenlândia, em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a defender a anexação da ilha. A Groenlândia é um território semiautônomo pertencente à Dinamarca e ocupa uma posição estratégica no extremo norte do Atlântico.
Em comunicado conjunto, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda afirmaram que permanecem comprometidos com a defesa da Groenlândia e com a estabilidade da região. Segundo os países, a segurança no Ártico é considerada um interesse comum diante do aumento das tensões geopolíticas.
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“Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o texto divulgado pelos governos europeus.
Em nota oficial, a ministra da Groenlândia responsável pelas áreas de negócios, energia e minerais, Naaja Nathanielsen, destacou a importância do apoio internacional. “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”, afirmou.
As declarações ocorrem após Trump afirmar, na quarta-feira (14/01), que a Groenlândia é “vital” para o chamado Domo de Ouro, sistema de defesa antimísseis que o presidente americano pretende implantar sobre o território dos Estados Unidos até o fim de seu mandato. Foi a primeira vez que Trump explicou de forma direta a razão estratégica por trás de sua insistência no controle da ilha.
Até então, o presidente norte-americano vinha se limitando a dizer que a Groenlândia era essencial para a segurança internacional, alegando que Rússia e China poderiam ampliar sua presença na região. A ilha abriga bases militares estratégicas e está localizada em uma rota considerada fundamental para o monitoramento e a defesa do hemisfério norte.
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A Groenlândia e a Dinamarca já haviam rejeitado publicamente qualquer possibilidade de anexação, reforçando que o território não está à venda e que decisões sobre seu futuro cabem à própria população local, em consonância com acordos internacionais.
*Com informações da Reuters
