A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela neste sábado (3), que resultou na captura e destituição de Nicolás Maduro do poder, repercutiu em todo o mundo.
Chefes de estado, veículos midiáticos e figuras importantes em todo o mundo se manifestaram, seja contra ou a favor do conflito. Veja algumas das declarações:
Evo Morales (ex-presidente da Bolívia)
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, comparou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Adolf Hitler e denunciou violações do direito internacional cometidas pelos EUA. A manifestação ocorreu neste sábado (3), em resposta à operação militar norte-americana na Venezuela que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
“Trump é o novo Hitler do mundo. Com a força das armas, a ambição por recursos naturais, o ódio, a difamação e a criminalização de povos e líderes anti-imperialistas, invade, mata e assalta países impunemente, diante do silêncio cúmplice de muitos”, afirmou Morales em publicação nas redes sociais.
O líder boliviano, que governou seu país entre 2006 e 2019, apontou que as ações militares dos EUA estão ligadas a interesses econômicos, principalmente à exploração de recursos naturais de outras nações. Ele também denunciou o que considera uma estratégia sistemática de criminalização de povos e líderes que se opõem ao que caracteriza como imperialismo americano.
Miguel Díaz-Canel (presidente de Cuba)
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou a operação militar realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Ele classificou a ação como “ataque criminoso” neste sábado (3) e solicitou uma resposta urgente da comunidade internacional.
O governo cubano, por meio de seu presidente, caracterizou a operação como “terrorismo de Estado” contra o povo venezuelano. A ação militar americana ocorreu em território venezuelano, o que Cuba considera uma violação da soberania nacional.
The New York Times (grande jornal dos Estados Unidos)
O Conselho Editorial do jornal The New York Times publicou um editorial criticando a operação militar americana contra a Venezuela. O texto, divulgado neste sábado (3), classifica o ataque como “ilegal e imprudente” e questiona as justificativas apresentadas pelo governo americano para a ação militar.
O editorial reconhece que o presidente venezuelano é “antidemocrático e repressivo, tendo fraudado a eleição presidencial em 2024”, mas argumenta que a resposta militar dos Estados Unidos é desproporcional. O jornal menciona que, nos meses anteriores, o presidente Donald Trump mobilizou forças militares excessivas na região do Caribe apenas para ameaçar a Venezuela.
O texto destaca que tentativas anteriores de derrubar regimes frequentemente resultaram em situações piores. “Os Estados Unidos passaram 20 anos sem conseguir estabelecer um governo estável no Afeganistão e substituíram uma ditadura na Líbia por um Estado fragmentado. As trágicas consequências da guerra de 2003 no Iraque continuam a afetar os Estados Unidos e o Oriente Médio. Talvez o mais relevante seja que os EUA, esporadicamente, desestabilizaram países da América Latina, incluindo Chile, Cuba, Guatemala e Nicarágua, ao tentar derrubar governos pela força”, afirma o editorial.
Sergio Moro (Senador)
O senador Sergio Moro (União-PR) se manifestou favoravelmente à ação dos EUA; para Moro, Maduro “arruinou” a Venezuela será julgado pelos EUA “como o criminoso que é”.
Moro acusa o governo venezuelano de ter se transformado em um “narco-estado” e afirma que o país estava sob controle de grupos criminosos desde a administração de Hugo Chávez.
“Nós temos lado e o nosso lado é muito claro, o lado da liberdade e da democracia. Nós defendemos a Venezuela e o povo venezuelano”, afirmou Moro.
