Ferido e escondido: piloto americano sobrevive 40 horas nas montanhas do Irã até resgate

Missão envolveu forças especiais, dezenas de aeronaves e apoio da CIA em meio à escalada do conflito com o Irã

Por Redação TMC | Atualizado em
Imagem de redes sociais mostra, aparentemente, destroços de uma aeronave americana e parte do rotor de um helicóptero em Isfahan, no Irã
Imagem de redes sociais mostra, aparentemente, destroços de uma aeronave americana e parte do rotor de um helicóptero em Isfahan, no Irã (Reuters)

Um oficial da Força Aérea dos Estados Unidos foi resgatado após passar cerca de 40 horas escondido em território iraniano, em uma operação considerada de alto risco e grande escala. O militar integrava a tripulação de um caça F-15E abatido pelo Irã na sexta-feira (03/04), em meio à escalada do conflito entre os países.

O resgate foi confirmado pelo presidente Donald Trump, neste domingo (05/04), em publicação na rede Truth Social. Segundo ele, o militar foi retirado com vida, embora ferido. Em mensagens posteriores, o presidente afirmou que o oficial estava “gravemente ferido”, o que gerou dúvidas sobre seu real estado de saúde. Até a última atualização, não havia detalhes oficiais adicionais.

Após a ejeção do caça, o oficial — responsável pelos sistemas de armas da aeronave — permaneceu escondido em uma região montanhosa do sudoeste do Irã, evitando a captura por forças locais.

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Segundo autoridades americanas ouvidas por veículos como The New York Times, o militar conseguiu escapar por mais de 24 horas, mesmo ferido, chegando a escalar cerca de 2.100 metros até encontrar abrigo em uma fenda na montanha. Ele estaria armado apenas com uma pistola.

A localização do oficial foi inicialmente desconhecida. A Agência Central de Inteligência (CIA) teve papel decisivo ao rastrear sua posição, inclusive com o uso de técnicas de geolocalização e uma campanha de desinformação para despistar as buscas iranianas.

Operação envolveu centenas de militares e dezenas de aeronaves

A missão de resgate mobilizou centenas de militares de operações especiais e dezenas de aeronaves, incluindo helicópteros e aviões de ataque. Entre as unidades envolvidas estavam integrantes da elite naval americana, como o SEAL Team 6.

A ação é classificada como Busca e Resgate em Combate (CSAR) — uma das mais complexas operações militares. Durante a missão, aeronaves americanas realizaram ataques e disparos para afastar forças iranianas, que se aproximavam do local.

Segundo relatos, houve troca de tiros e forte resistência, com vídeos divulgados pela mídia iraniana mostrando disparos contra helicópteros dos EUA. Ainda assim, o governo americano afirma que nenhum militar dos Estados Unidos morreu na operação.

Tensão com o Irã e versões divergentes

O Irã havia mobilizado tropas e chegou a oferecer recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) por informações que levassem à captura do militar. A televisão estatal incentivou moradores locais a participar das buscas.

Autoridades iranianas afirmam que a operação americana fracassou parcialmente e que aeronaves dos EUA foram abatidas durante a ação. Já o governo americano sustenta que todas as forças envolvidas deixaram o território iraniano com sucesso.

Segundo agências iranianas, ao menos cinco pessoas morreram durante os ataques na região, além de integrantes da Guarda Revolucionária. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas por fontes independentes.

Abatimento do caça e escalada do conflito

O caça F-15E foi atingido por sistemas de defesa aérea iranianos na sexta-feira (3/4), marcando o primeiro caso conhecido de um avião de combate americano abatido em território iraniano desde o início do conflito atual.

Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram se ejetar. Um deles foi resgatado poucas horas depois, enquanto o segundo permaneceu desaparecido até a operação concluída neste domingo.

Especialistas ouvidos pela imprensa internacional destacam que missões desse tipo são extremamente raras e arriscadas, devido à combinação de território hostil, tempo limitado e alto risco de captura.

Leia mais: Irã diz ter abatido “aeronaves inimigas” durante missão de resgate de piloto americano

De acordo com a agência Reuters, Israel teria fornecido apoio de inteligência à operação, chegando a suspender ataques na região para facilitar o resgate.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a ação e afirmou que ela reforça o princípio de que “ninguém é deixado para trás”.

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