Flávio Bolsonaro diz que Lula fez “lobby” por PCC e CV e agradece Trump por classificar facções como terroristas

Senador afirmou que viagem aos Estados Unidos trouxe mais resultados para a segurança pública do que os governos do PT e prometeu “libertar” brasileiros do crime organizado a partir de 2027

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(Foto: flaviobolsonaro via Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro elevou o tom contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar nesta quinta-feira (28/05) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Em discurso divulgado após agendas em Washington, Flávio afirmou que sua viagem aos Estados Unidos teria produzido mais resultados para a segurança pública do que os anos de gestão petista.

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“Em uma viagem como pré-candidato, nós fizemos mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus 17 anos de mandato”, declarou.

O senador também acusou Lula de atuar politicamente em favor das facções criminosas durante contatos com autoridades americanas. “Enquanto o Lula foi de joelhos atrás do Trump, fazer lobby a favor de CV e PCC, eu fui trabalhar para que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”, disse.

Na sequência, Flávio Bolsonaro afirmou que parte significativa da população brasileira vive sob domínio do crime organizado e criticou a capacidade do Estado de combater as facções.

“Um em cada quatro brasileiros mora em áreas dominadas por esses narcoterroristas, ou seja, não possui soberania nem dentro das suas próprias casas”, afirmou.

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O parlamentar ainda declarou que a falta de controle sobre territórios e presídios demonstra conivência do governo com o crime organizado.

“Um governo que não tem controle sobre o seu próprio território e não controla nem as cadeias, é porque é conivente com o crime organizado”, acrescentou.

Flávio também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado Marco Rubio pela decisão envolvendo as facções brasileiras.

“Agradeço ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio por atenderem rapidamente ao meu pedido em nome do povo brasileiro”, afirmou.

Ao final da declaração, o senador fez um aceno político para as eleições de 2026 e prometeu endurecimento contra o crime organizado caso a direita volte ao poder.

“Agora é com a gente aqui no Brasil e a partir de 2027, nós vamos libertar você, porque você merece ser livre desse governo paralelo, violento e covarde”, concluiu.

As declarações ocorrem após uma série de compromissos de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo reuniões com integrantes do governo americano em Washington. A agenda ganhou repercussão depois do anúncio oficial da gestão Trump classificando PCC e CV como grupos terroristas estrangeiros.

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