Um grupo de oficiais do Exército de Guiné-Bissau declarou nesta quarta-feira (26/11) que assumiu o controle do país, segundo informou a Radio France Internationale. A ação ocorre em meio a tensões eleitorais e a um histórico de instabilidade política no país da África Ocidental.
De acordo com os militares, foi formado o “Alto Comando Militar para a Restauração da Ordem”, que permanecerá à frente do governo “até novo aviso”. O anúncio aconteceu um dia antes da divulgação dos resultados provisórios da eleição presidencial realizada no domingo (23/11), na qual o atual presidente, Umaro Sissoco Embalo, e o principal adversário, Fernando Dias, reivindicam a vitória no primeiro turno.
Testemunhas relataram tiroteios próximos à sede da comissão eleitoral, ao palácio presidencial e ao Ministério do Interior, na capital Bissau. Os disparos teriam durado cerca de uma hora, com aparente cessar por volta das 11h (horário de Brasília), segundo apuração da agência Reuters.
Guiné-Bissau tem histórico de instabilidade institucional e já passou por diversos golpes militares desde sua independência, em 1973. A eleição presidencial atual é considerada uma das mais disputadas do país.
Por Reuters
