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Governo francês pede trégua de Natal em protestos de agricultores

Acordo UE-Mercosul está sendo negociado há mais de 25 anos e tem como objetivo reduzir as tarifas de importação e exportação entre os blocos

O governo francês pediu, nesta sexta-feira (19/12) uma trégua de Natal com os agricultores em protesto, alertando contra novos bloqueios durante a temporada de férias, uma medida que o principal sindicato do país disse depender da resposta do primeiro-ministro às suas demandas.

Os agricultores vêm bloqueando estradas, despejando esterco e realizando manifestações na França há mais de uma semana para protestar contra a gestão governamental da doença da pele grumosa do gado e um acordo comercial com o bloco sul-americano Mercosul.

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Os agricultores se reuniram com tratores no início da sexta-feira em frente à residência do presidente Emmanuel Macron no resort à beira-mar de Le Touquet, no norte da França, colocando um caixão com os dizeres “RIP Agri” e “Mercosul Não”.

Enquanto isso, na cidade de Avignon, no sul da França, os agricultores jogaram batatas em prédios públicos.

Os manifestantes argumentam que a política do governo de abater um rebanho inteiro quando é detectada a doença da pele grumosa é excessiva e cruel. Eles também alegam que o acordo entre a UE e o Mercosul, cuja assinatura foi adiada para janeiro, permitiria a importação maciça de produtos que não atendem aos padrões franceses.

Leia mais: FOTOS: protesto de fazendeiros contra UE-Mercosul tem violência, feridos e fogo

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu está realizando reuniões com os principais sindicatos agrícolas. O chefe do FNSEA, o maior do país, disse que Lecornu se comprometeu a enviar uma carta até o final da tarde com respostas a uma série de questões agrícolas.

“Essa carta será decisiva”, disse o presidente da FNSEA, Arnaud Rousseau, aos repórteres, acrescentando que o sindicato tomaria então uma decisão sobre a suspensão dos protestos.

A porta-voz do governo, Maud Bregeon, afirmou na rádio RTL que o governo não toleraria mais bloqueios e faria “todo o necessário” para evitá-los.

Por Reuters

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