Greta Thunberg é presa em protesto pró-Palestina em Londres, diz grupo

“Defend Our Juries” disse que a ativista sueca foi detida sob a Lei do Terrorismo

Por Redação TMC | Atualizado em
Greta Thumberg veste um gorro preto e um cachecol diante do microfone
Ativista sueca participa de evento de arrecadação de fundos para palestinos em Dublin, no dia 18. (Foto: Cathal McNaughton/Reuters)

A polícia britânica prendeu a ativista sueca Greta Thunberg em Londres, em um protesto pró-Palestina, informou o grupo Defend Our Juries, com sede no Reino Unido, nesta terça-feira (23/12).

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A polícia não respondeu imediatamente a um pedido de confirmação da agência Reuters. Ela teria sido detida em frente aos escritórios da Aspen Insurance na capital britânica.

A jovem de 22 anos foi acusada de violar o Artigo 13 da Lei de Terrorismo de 2000 por exibir um cartaz em apoio à organização banida. A ativista portava um cartaz com os dizeres: “Eu apoio os prisioneiros da Ação Palestina (Palestine Action). Eu me oponho ao genocídio”.

A manifestação tinha como objetivo apoiar membros do Palestine Action que estão em prisão preventiva e realizam greve de fome há várias semanas. Os protestos foram direcionados à Aspen Insurance porque, segundo os manifestantes, a empresa presta serviços à Elbit Systems, companhia de defesa vinculada a Israel.

Autoridades policiais relataram que os primeiros incidentes começaram pela manhã. Um porta-voz da Polícia da Cidade de Londres informou que “por volta das 7h da manhã de hoje, martelos e tinta vermelha foram usados para danificar um prédio na Fenchurch Street”.

Outros manifestantes também foram detidos durante o protesto. “Um homem e uma mulher foram presos sob suspeita de danos criminais. Eles se colaram nas proximidades e agentes especializados estão trabalhando para libertá-los e levá-los sob custódia policial”, acrescentou o porta-voz policial.

Pelo menos três participantes da greve de fome já encerraram seu protesto após enfrentarem problemas de saúde, enquanto outros continuam com a ação.

O ministro da Justiça, Lord Timpson, afirmou que os prisioneiros do Palestine Action são acusados de crimes graves, incluindo roubo qualificado e danos criminais.

“As decisões sobre o reenvio de processos são de responsabilidade de juízes independentes, e os advogados podem apresentar alegações ao tribunal em nome de seus clientes”, declarou. Ele também ressaltou que a independência do judiciário é “a pedra angular do nosso sistema”.

Os manifestantes exigem o fim da presença de fábricas de armas que fornecem para Israel no Reino Unido, a retirada da proibição da organização Palestine Action, o fim dos maus-tratos a prisioneiros sob custódia e a libertação imediata sob fiança dos ativistas detidos.

Não há informações sobre quando Greta Thunberg poderá ser liberada ou quais serão as consequências legais que ela enfrentará por violar a Lei de Terrorismo.

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Por Reuters

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