Grupos de direitos humanos reportaram, nesta terça-feira (6/01), que 25 pessoas perderam a vida durante os primeiros nove dias de protestos no Irã. As manifestações tiveram início no bazar de Teerã motivadas peladesvalorização da moeda iraniana e pelo aumento da inflação no país.
O que começou como protestos contra problemas econômicos no bazar de Teerã evoluiu para demonstrações mais amplas contra os líderes e governantes clericais do país.
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As manifestações se espalharam para algumas cidades no oeste e sul do Irã. Contudo, os protestos atuais não atingiram a mesma proporção das manifestações ocorridas entre 2022 e 2023, desencadeadas após a morte de Mahsa Amini, que faleceu sob custódia da polícia de moralidade iraniana por supostamente violar o rigoroso código de vestimenta da República Islâmica.
O Hengaw, grupo de direitos humanos iraniano, registrou 25 mortes, entre elas quatro pessoas menores de 18 anos. A organização também informou que mais de 1.000 pessoas foram detidas durante as manifestações.
Dados divulgados pela HRANA, outra rede de ativistas de direitos humanos, apontam números ainda maiores: 29 mortos, incluindo dois agentes da lei, além de 1.203 prisões contabilizadas até 5 de janeiro. As autoridades iranianas confirmaram o falecimento de dois membros das forças de segurança e mais de uma dúzia de feridos nos confrontos.
As autoridades do Irã não divulgaram oficialmente quantos manifestantes morreram durante os confrontos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na sexta-feira intervir em apoio aos manifestantes caso as forças de segurança atirem contra eles, elevando a tensão internacional em torno da situação.
Em resposta à declaração de Trump, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que não irá “ceder ao inimigo”.
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