Estamos diante de mais uma notícia importante, que é o anúncio de Isral do assassinato do ministro de inteligência do Irã. Isso acontece um dia depois da morte de uma figura absolutamente fundamental no governo iraniano, o filósofo e ex-presidente do parlamente do Irã, Ali Larijani.
Eu cheguei a entrevistá-lo em Genebra há alguns anos e ele era realmente uma figura absolutamente fundamental dentro dessa estrutura de poder.
Agora, o ministro de inteligência e o governo de Israel anunciando que novas surpresas, eles usaram essa palavra, serão anunciadas durante o dia de hoje.
Enquanto isso, a guerra não se limita apenas ao Irã, mas agora se estende para o centro de Beirute.
Não mais nos subúrbios controlados pelo Hezbollah, mas no centro de Beirute. Mais cedo, Israel fez um novo ataque nessa região e ao menos dez pessoas foram mortas. Um prédio inteiro no centro de Beirute que desabou.
Então, é uma guerra que se alastra e que tem um impacto muito além das fronteiras do Irã, sem dúvida nenhuma, com ataques deliberados contra os dirigentes iranianos e sem nenhum sinal de nenhum tipo de negociação diplomática neste momento com os Estados Unidos.
E nós já vimos figuras importantes do governo de Donald Trump dizendo que o Irã não representava ameaça iminente à defesa norte-americana, abrindo, ou seja, uma crise também doméstica nos Estados Unidos.
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Há muitas preocupações por parte das agências humanitárias de o que nós estamos vendo no Líbano são cenários e estratégias muito parecidas ao que nós vimos em Gaza nos últimos anos.
Então, áreas inteiras do Líbano sendo evacuadas. Mais de 1 milhão de libaneses já foram obrigados a deixar suas casas e esse número só cresce. Vemos aí uma crise humanitária se desenhando de uma forma muito dramática, sem contar com o impacto do conflito no preço do dos alimentos, do petróleo e no mundo inteiro.
Nós estamos vendo, sem dúvida nenhuma, uma eclosão rápida, porque essa guerra só tem duas semanas e nessas duas semanas um impacto profundo eh na região, eu diria no mundo inteiro.
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