A congressista democrata Ilhan Omar foi atacada por um homem – identificado como Anthony Kazmierczak, de 55 anos – durante assembleia pública em Minneapolis na última terça-feira (27/01). O suspeito, que borrifou uma substância ainda não-identificada na direção da parlamentar, foi imediatamente detido e encaminhado à Penitenciária do Condado de Hennepin, onde responderá por agressão de terceiro grau. Apesar do ataque, a parlamentar não sofreu ferimentos.
O incidente ocorreu enquanto a representante de Minnesota discursava sobre a extinção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e pedia a renúncia da Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. O agressor, que estava na primeira fileira, avançou em direção à congressista e utilizou uma seringa para aplicar a substância.
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Após o incidente, funcionários tentaram convencer Omar a se retirar, mas ela se recusou. “Vamos continuar. Esses arromb… do c… não vão se safar!“, esbravejou a parlamentar.
“Aqui está a realidade que pessoas como esse homem feio não entendem: somos fortes em Minnesota, e permaneceremos resilientes diante de qualquer coisa que possam jogar contra nós”, afirmou Omar, antes de continuar o evento por quase 30 minutos.
Dados da Polícia do Capitólio dos EUA revelam crescimento expressivo nas ameaças contra parlamentares. Em 2025, foram investigadas 14.938 ameaças e declarações preocupantes contra legisladores, familiares e equipes. O número representa aumento em relação às 9.474 ocorrências registradas em 2024 e às 8.000 em 2023.
Entre 2023 e 2024, houve crescimento de aproximadamente 18% nos casos. Já entre 2024 e 2025, o aumento foi ainda mais significativo, chegando a cerca de 57%.
Em comunicado, a Polícia do Capitólio informou: “Esta noite, um homem está sob custódia depois de decidir agredir um Membro do Congresso – uma decisão inaceitável que será enfrentada com justiça rápida.”
As autoridades trabalharão com parceiros federais para aplicar “as acusações mais graves possíveis para impedir esse tipo de violência em nossa sociedade”. A natureza da substância utilizada no ataque ainda não foi identificada, assim como a motivação específica do agressor.
Após o incidente, Omar manifestou-se na rede social X (antigo Twitter): “Sou uma sobrevivente, então esse pequeno agitador não vai me intimidar a ponto de eu deixar de fazer meu trabalho. Não deixo valentões vencerem”.
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Ilhan Omar é a primeira somali-americana eleita para o Congresso dos Estados Unidos. Coincidentemente, no mesmo dia do ataque, o presidente Trump criticou Omar e americanos de origem somali em um discurso em Iowa, dizendo que eles “têm que mostrar que podem amar nosso país”.
“Eles têm que ser orgulhosos. Não como Ilhan Omar. (…) Essa espertinha, sabe, ela está sempre falando sobre a Constituição – ‘Você sabe, me fornece o seguinte. Você sabe, a Constituição.’ Ela vem de um país que é um desastre. Provavelmente – é considerado… nem é um país, OK? Mal tem um governo. Eu não acho que tenha. Eles são bons em uma coisa: piratas. Mas eles não fazem mais isso“, discursou Trump.
