Agentes policiais franceses realizaram buscas no escritório da rede social X em Paris, nesta terça-feira (03/02). A Promotoria da capital francesa informou que Elon Musk, proprietário da plataforma, deverá prestar depoimento em abril como parte de uma investigação em curso sobre a empresa.
A ação policial está vinculada a uma apuração iniciada há um ano, que investiga possíveis irregularidades relacionadas a algoritmos e coleta fraudulenta de dados pela X ou por seus executivos. Segundo informações da Reuters, os promotores parisienses anunciaram a ampliação do escopo investigativo após receberem denúncias sobre o funcionamento do Grok, chatbot de inteligência artificial da empresa.
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Pornografia infantil e deepfakes
A expansão da investigação incorporará outros possíveis crimes, incluindo cumplicidade na posse e distribuição de material pornográfico infantil. As autoridades também apuram a violação de direitos de imagem por meio da criação de deepfakes com conteúdo sexual explícito, além de outras potenciais infrações.
As diligências representam uma nova fase na investigação que começou aproximadamente um ano atrás.
Além de Musk, Linda Yaccarino, ex-CEO da plataforma, também foi intimada para comparecer a uma audiência agendada para 20 de abril. A convocação inclui outros funcionários da empresa, que participarão na condição de testemunhas.
Musk já contestou acusações
Após a conclusão da apuração, os promotores franceses determinarão se existem elementos suficientes para formalizar acusações contra a empresa ou seus executivos.
A rede social X não se pronunciou imediatamente sobre as buscas. Em julho do ano passado, Musk havia contestado as acusações iniciais, classificando a ação dos promotores franceses como uma “investigação criminal com motivação política”.
A Promotoria de Paris também comunicou que deixará de utilizar a plataforma X, passando a se comunicar por meio do LinkedIn e Instagram.
