Irã afirma ter abatido segundo caça F-35 dos EUA e diz que piloto está morto

Quartel-general central iraniano declara que sobrevivência do piloto é improvável após aeronave ser derrubada por defesas aéreas da Guarda Revolucionária

Por Redação TMC | Atualizado em
F-35 faz manobra sobre a pista
(Foto: Bernadett Szabo/Reuters)

Um porta-voz do quartel-general central iraniano declarou nesta sexta-feira (3/04) que um segundo caça F-35 dos Estados Unidos foi abatido sobre a região central do Irã pelas defesas aéreas da Guarda Revolucionária. Segundo o Khatam al-Anbiya, a sobrevivência do piloto é “improvável”. As autoridades norte-americanas não se pronunciaram sobre o episódio até o momento.

No mês passado, as Forças Armadas dos EUA informaram em um comunicado que um caça F-35 americano realizou um pouso de emergência após uma missão de combate sobre o Irã.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, confirmou na ocasião que o caça de quinta geração estava “cumprindo uma missão de combate sobre o Irã” quando precisou fazer o pouso de emergência.

“A aeronave pousou em segurança, e o piloto está em condição estável. O incidente está sob investigação”, afirmou.

O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram eliminadas na operação.

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmam ter destruído dezenas de embarcações iranianas. Sistemas de defesa aérea, aviões e outras instalações militares do país também foram alvos. O regime iraniano realizou ataques contra Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades do Irã declaram que os alvos são exclusivamente interesses norte-americanos e israelenses nesses territórios.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito se estendeu ao Líbano. O Hezbollah, grupo armado com apoio iraniano, atacou território israelense em retaliação pela morte de Ali Khamenei. Israel tem conduzido operações aéreas contra o que identifica como alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram em território libanês desde então.

Leia mais: Conselho de Segurança da ONU vota resolução sobre navegação no Estreito de Ormuz

Com a eliminação de grande parte da liderança iraniana, um conselho do país elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Especialistas avaliam que ele representa continuidade da resistência. Mudanças estruturais no regime não devem ser promovidas por ele.

Donald Trump manifestou descontentamento com a escolha de Mojtaba Khamenei para a liderança iraniana. O presidente norte-americano classificou a decisão como um “grande erro”. Trump havia declarado que precisaria estar envolvido no processo de escolha. Ele afirmou que Mojtaba seria “inaceitável” para liderar o Irã.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71