O governo iraniano anunciou que continuará desenvolvendo seu programa de enriquecimento de urânio, rejeitando as exigências americanas para limitá-lo. A declaração ocorreu neste domingo (08/02), em meio ao aumento da presença militar dos Estados Unidos na região e à recente retomada de conversações diplomáticas mediadas por Omã.
O chanceler Abbas Araghchi defendeu o direito soberano do país de prosseguir com suas atividades nucleares, afirmando que a presença militar americana na região “não assusta” o Irã.
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A tensão entre os dois países intensificou-se desde 2018, quando os EUA abandonaram unilateralmente o acordo internacional estabelecido em 2015. Este pacto limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas.
O atual impasse diplomático coloca Washington exigindo restrições ao programa nuclear, enquanto Teerã condiciona qualquer negociação à retirada das sanções impostas contra o país.
A Agência Internacional de Energia Atômica monitora as instalações nucleares em território persa. Seus relatórios mostram que o Irã atualmente enriquece urânio a níveis de até 60%, considerado próximo ao necessário para aplicações militares.
Desde a saída americana do acordo, o país implementou centrífugas mais avançadas para o processo de enriquecimento, ampliando gradualmente suas atividades nucleares.
O governo iraniano nega, oficialmente, a intenção de desenvolver armas nucleares, mas a situação gera apreensão entre aliados dos EUA no Oriente Médio, especialmente Israel.
As conversações retomadas com mediação de Omã foram descritas pelo lado iraniano como um “bom começo”, conforme declaração emitida na sexta-feira (06/02). Contudo, o Irã mantém sua posição de que só negociará efetivamente mediante a suspensão das sanções internacionais.
