O Irã passará de “ataques recíprocos” após ofensiva para ataques contínuos contra adversários e os Estados Unidos não conseguirão controlar os preços do petróleo, afirmou nesta quarta-feira (11/03) o porta-voz do quartel-general do comando militar de Khatam al-Anbiya, em Teerã.
“Não permitiremos que nem um litro de petróleo chegue aos EUA, aos sionistas (Israel) e seus parceiros. Qualquer embarcação ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo”, disse Ebrahim Zolfaqari.
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“Preparem-se para o barril de petróleo chegar a 200 dólares, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram”, acrescentou.
Israel não prevê queda do regime
Autoridades israelenses, em conversas reservadas, reconheceram que não há certeza de que a guerra contra o Irã levará ao colapso do governo clerical do país, disse uma autoridade de alto escalão israelense à agência Reuters, sem nenhum sinal de um levante iraniano em meio ao bombardeio.
No entanto, apesar dos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra pode terminar em breve, a avaliação de Israel é que Washington não está perto de instruir o fim do conflito, disseram duas autoridades israelenses.
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A intensa campanha de bombardeio dos EUA e de Israel matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, bem como uma série de comandantes militares de alto escalão, mas também matou civis e destruiu casas e prédios públicos, enfurecendo muitos iranianos.
Com mísseis atingindo Teerã e outras cidades, e com as autoridades iranianas ameaçando com força letal qualquer pessoa que se atreva a protestar, os iranianos que, de outra forma, poderiam ir às ruas também podem temer fazê-lo até que a guerra termine.
Por Reuters




