Jamil Chade
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Nome de referência no jornalismo internacional, Jamil Chade é jornalista e escritor, com vasta experiência em coberturas globais. Como correspondente internacional, analisa as forças que regem a política mundial, com foco especial nas Nações Unidas e nos temas urgentes que definem as relações entre as grandes potências.

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Irã e Israel prometem ir “até o fim” com a guerra, impulsionando crise humanitária

Jamil Chade analisa a escalada da guerra no Oriente Médio, a crise humanitária com 100 mil refugiados em Teerã e os riscos de ataques terroristas na Europa.

Por Jamil Chade | Atualizado em
Passageiros evacuados do Oriente Médio se abraçam em aeroporto em Luxemburgo
Passageiros evacuados do Oriente Médio são recebidos por familiares ao chegarem ao Aeroporto de Luxemburgo, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã (Foto: REUTERS/Omar Havana)

A guerra no Oriente Médio se expande de uma forma impressionante, com uma rapidez muito grande. O que começou como um embate regional agora atinge regiões que, até pouco tempo, pareciam distantes do epicentro da crise.

Os dados mais recentes indicam que o raio de ação dos ataques aumentou drasticamente. Já temos confirmações de mísseis iranianos caindo sobre o território do Azerbaijão. Além disso, há informações de que o Irã disparou mais de 60 mísseis contra Bahrein, e houve interceptações similares no Catar.

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Outro marco nesta escalada é a atuação conjunta, pela primeira vez, entre o Hezbollah e o Irã em ofensivas coordenadas contra o território de Israel. Em resposta, o governo israelense mantém uma ofensiva contra o Irã.

A Europa encontra-se hoje em um grande debate estratégico. Não há uma unidade clara: enquanto a Espanha sinaliza um rompimento com a postura tradicional do bloco, França e Reino Unido já deslocaram navios de guerra para o Chipre.

Essa movimentação militar é obviamente uma situação muito delicada para Europa e, insisto, com um outro componente: o do terrorismo. O eventual envolvimento de França ou Reino Unido na guerra significaria que Londres ou Paris estariam mais vulneráveis a um ataque terrorista? Como seria isso? Todas essas considerações estão sendo colocadas sobre a mesa.

O Custo Humano: Crise em Teerã

Todos esses ataques deixam a situação extremamente vulnerável e preocupante. Instituições ligadas à ONU já acenderam o sinal de alerta para o fluxo migratório gerado pelos combates.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, somente nos últimos dias, mais de 100 mil pessoas abandonaram a cidade de Teerã. O impacto humanitário está cada vez mais preocupante.

Ausência de Diálogo e o Caminho “Até o Fim”

O ponto mais crítico, contudo, é a total ausência de esforços americanos, israelenses e iranianos, por canais de diálogo. Hoje, o governo do Irã declarou abertamente que pretende levar esta guerra “até as últimas consequências”.

Do outro lado, o apoio dos Estados Unidos a Israel parece seguir a mesma linha. Em uma ligação entre o Ministro da Guerra dos EUA e o Ministro da Defesa de Israel a mensagem passada foi clara, segundo dados oficiais: “vá até o fim”.

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