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Justiça do Irã nega condenação à morte de Erfan Soltani e contradiz família

Autoridades afirmam que jovem de 26 anos responde apenas por acusações que não preveem execução

A Justiça iraniana afirmou nesta quinta-feira (15/01) que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, não recebeu sentença de pena capital. A declaração contradiz informações anteriormente divulgadas pela família do jovem.

De acordo com o sistema judiciário do Irã, Soltani responde apenas por acusações que não preveem execução.

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O manifestante, que permanece detido no presídio central de Karaj, próximo a Teerã, enfrenta acusações de “conluio contra a segurança interna do país e atividades de propaganda contra o regime”, conforme divulgado pela agência Reuters com base na cobertura da mídia estatal iraniana.

A ONG Hengaw, que monitora direitos humanos na região, havia relatado que a família de Soltani fora previamente informada sobre sua condenação à morte.

“Em conversas com familiares de Erfan Soltani, a Hengaw apurou que a sentença de morte de Erfan Soltani, que havia sido anunciada anteriormente à sua família e seria executada na quarta-feira, não foi cumprida e foi adiada”, comunicou a organização.

Antes do pronunciamento oficial do judiciário, circulava a informação de que o jovem havia sido condenado por Moharebeh, termo que pode ser interpretado como “ódio contra Deus”. O Irã executa centenas de pessoas sob esta acusação anualmente.

Um familiar de Soltani, que falou ao portal IranWire sob anonimato, denunciou intimidações: “A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram a ele: ‘Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada.'”

Pessoas próximas ao manifestante informaram ao portal NDTV que ele não teve direito à defesa antes de supostamente ser condenado. A família teve permissão para visitá-lo por apenas 10 minutos.

A repressão às manifestações no Irã já resultou em aproximadamente 2 mil mortes, segundo declaração feita na terça-feira (13/01) por um membro do governo iraniano à agência Reuters.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia alertado sobre possíveis retaliações caso o Irã executasse manifestantes. “Vamos tomar medidas muito duras se fizerem esse tipo de coisa”, afirmou em entrevista recente.

Leia mais: Fechamento do espaço aéreo e ‘índice pizza’ reforçam tensão entre EUA e Irã

Na quarta-feira (14/01), durante evento na Casa Branca, Trump declarou ter recebido informação de uma “fonte segura” de que a “matança” no Irã foi interrompida. “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, disse o presidente americano, sem fornecer detalhes adicionais.

A versão apresentada agora pela Justiça iraniana gera incertezas sobre a real situação legal de Erfan Soltani.

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