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Irã rejeita acusações de Trump e chama declarações de mentiras

Ministério das Relações Exteriores iraniano classifica afirmações do presidente dos EUA como campanha de desinformação após discurso no Congresso

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Reprodução/ISNA)

O Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou nesta quarta-feira (25/02) acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o programa nuclear iraniano. O porta-voz Esmaeil Baghaei classificou as declarações como “campanha sinistra de desinformação”. Trump havia afirmado na véspera que o Irã desenvolve armas nucleares e mísseis capazes de atingir território norte-americano.

As acusações foram feitas durante o discurso do “Estado da União”, realizado na terça-feira (24/02) no Congresso dos EUA. Trump relembrou os ataques militares norte-americanos contra o Irã em junho de 2025. Segundo o presidente, o país persa “voltou a perseguir suas ambições nucleares” mesmo após ter sido alertado para não retomar o programa nuclear depois dos bombardeios.

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Baghaei divulgou sua resposta por meio da rede social X. O porta-voz iraniano utilizou uma referência histórica para contestar as acusações.

“‘Repita uma mentira com frequência suficiente e ela se tornará verdade’ é uma lei da propaganda atribuída ao nazista Joseph Goebbels. Isso agora é utilizado de forma sistemática pelo governo dos Estados Unidos.” (…) Tudo o que estão alegando a respeito do programa nuclear do Irã, dos mísseis balísticos iranianos e do número de vítimas durante os distúrbios de janeiro é simplesmente a repetição de ‘grandes mentiras'”, escreveu Baghaei.

Acusações de Trump sobre mísseis e armas nucleares

Trump afirmou em seu pronunciamento que o Irã desenvolve mísseis de longo alcance. O presidente declarou que essas armas representam ameaça à Europa e às bases militares norte-americanas no exterior.

“Eles já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e trabalham para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos.” Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo tenha uma arma nuclear”, afirmou Trump.

O discurso teve duração de aproximadamente 1 hora e 48 minutos. O pronunciamento tornou-se o mais extenso já registrado nessa tradição norte-americana. Os ministros da Suprema Corte estiveram presentes no plenário.

Negociações em Genebra

Negociadores norte-americanos e iranianos realizarão o terceiro encontro para discutir acordo nuclear na quinta-feira em Genebra, na Suíça. O encontro ocorre em meio ao aumento de tensões entre os dois países. As negociações buscam estabelecer limites ao programa nuclear iraniano.

Trump afirmou em seu discurso que sua preferência é resolver o problema por meio da diplomacia.

Economia domina primeira parte do discurso

Trump dedicou os primeiros 40 minutos do discurso a dados econômicos. O presidente afirmou que a inflação está em queda, a renda em alta e a economia em recuperação. Ele também declarou que a produção de energia bate recordes no país.

O presidente elogiou um megapacote aprovado em julho que reduz impostos. O projeto aumentou a dívida nacional. Trump criticou os democratas, que votaram contra o projeto. Ele afirmou que a oposição quer “machucar as pessoas” com impostos altos.

Trump também criticou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas a outros países. O Brasil estava entre os países afetados pelas tarifas. As taxas foram baseadas em uma lei de emergência da década de 1970. Ele classificou a decisão como “frustrante”.

Após a decisão judicial, Trump anunciou uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados. O presidente afirmou acreditar que a medida poderá substituir o atual sistema de imposto de renda. Ele defendeu que a nova taxa aliviará a carga tributária dos americanos. Trump argumentou ainda que tarifas ajudaram a evitar conflitos internacionais.

Os americanos continuam preocupados com o custo de vida. Pesquisa divulgada pela Associated Press aponta que apenas 39% dos eleitores aprovam as políticas econômicas de Trump.

Políticas de imigração

Trump defendeu políticas anti-imigratórias. O presidente adotou discurso sobre segurança nas fronteiras. Ele fez aceno a estrangeiros que queiram viver legalmente nos Estados Unidos.

“Sempre permitiremos a entrada legal de pessoas que amem nosso país e trabalhem duro para mantê-lo”, disse.

Trump defendeu o domínio americano no hemisfério ocidental. Houve bate-boca sobre imigração durante o discurso.

Avaliação da gestão

Trump declarou sobre sua gestão: “Posso dizer, com dignidade e orgulho, que alcançamos uma transformação como ninguém jamais viu antes, uma virada que ficará para a história”. Ele complementou: “É, de fato, uma virada histórica.”

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