O cessar-fogo proposto pelo Paquistão, com prazo de 15 dias, não encontrou eco entre autoridades iranianas e americanas nesta segunda-feira (6/04). Enquanto o Irã afirmou estar mais interessado no fim da guerra, e não numa paralisação temporária, o presidente Donald Trump disse não ter “validado” a proposta paquistanesa.
“Podemos continuar a guerra enquanto as autoridades políticas considerarem oportuno“, disse Mohammad Akraminia à agência de notícias Isna, de acordo com a AFP. “O inimigo, sem dúvida, se arrependerá, porque depois desta guerra precisamos atingir um nível de segurança e não presenciar outra guerra”, acrescentou.
Segundo a Reuters, um veterano do Guarda Revolucionária iraniana afirmou que o país não vai reabrir o Estreito de Ormuz, como parte da proposta de cessar-fogo. Também disse não aceitar prazos e pressão pela paz.
O plano mediado pelo Paquistão, ainda de acordo com a Reuters, surgiu após intensas negociações durante a madrugada e propõe um cessar-fogo imediato, seguido de negociações sobre um acordo de paz mais abrangente a ser concluído dentro de 15 a 20 dias, informou na segunda-feira uma fonte a par das propostas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (06/04) que o prazo de terça-feira que ele estabeleceu para o Irã fazer um acordo é definitivo, acrescentando que a proposta do Irã era significativa, mas não era boa o suficiente.
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Trump não validou proposta
De acordo com a AFP, a imprensa americana informou que Washington recebeu uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de 45 dias na guerra do Oriente Médio.
“Esta é uma das muitas ideias, e o presidente (Trump) não a validou. A Operação Fúria Épica continua”, disse à AFP um funcionário da Casa Branca, recordando que Trump tem uma coletiva de imprensa prevista para as 14h (de Brasília) desta segunda-feira (6/04).
Trump estabeleceu um prazo até as 20h de terça-feira (21h, de Brasília) antes de bombardear as infraestruturas iranianas.
Com informações da AFP e da Reuters




