O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, vai integrar a primeira reunião formal do Conselho da Paz, organizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Duas autoridades israelenses confirmaram a participação no sábado (8/2). O encontro está marcado para 19 de fevereiro em Washington.
O Conselho da Paz foi estabelecido por meio de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas como parte da estratégia de Trump para encerrar o conflito em Gaza. Segundo informações da Reuters, a iniciativa representa um elemento central da abordagem diplomática americana para a região.
Durante o evento, Trump apresentará um plano de reconstrução para o território palestino avaliado em bilhões de dólares. Além disso, o presidente americano detalhará a implementação de uma força de estabilização autorizada pela ONU para atuar no enclave.
Delegações de pelo menos 20 nações estarão presentes na reunião em Washington, incluindo chefes de Estado. Entre os participantes estão potências regionais do Oriente Médio como Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, além de grandes nações emergentes, como a Indonésia.
A participação israelense é considerada fundamental para o avanço das negociações, uma vez que o país é parte diretamente envolvida no conflito com o Hamas.
Segundo informações de autoridades americanas à Reuters, o plano de reconstrução para Gaza envolve investimentos bilionários. Trump também detalhará a formação de uma Força Internacional de Estabilização que deverá ser enviada ao território palestino nos próximos meses, com milhares de soldados fornecidos por diversos países.
O foco principal da reunião será a situação em Gaza, território que sofreu extensa destruição após dois anos de guerra. O cessar-fogo entre Israel e Hamas, parte do plano de Trump, entrou em vigor em outubro do ano passado.
Desde então, mais de 590 palestinos, majoritariamente civis, e quatro soldados israelenses perderam a vida em episódios de violência.
As próximas fases do plano incluem a retirada das tropas israelenses de Gaza e o desarmamento do Hamas, com a subsequente entrada da Força Internacional de Estabilização.
O Hamas tem rejeitado as exigências para depor as armas, enquanto Israel afirma que, caso o grupo não se desarme pacificamente, será forçado a tomar medidas para garantir esse objetivo.
Não há informações sobre quais potências globais e aliados tradicionais do Ocidente participarão do encontro, uma vez que estes têm demonstrado maior cautela em relação ao Conselho da Paz.
