O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, autorizou nesta terça-feira (03/03) o avanço das tropas israelenses em território libanês para ocupar posições estratégicas. As operações militares ocorrem ao longo da fronteira com o Líbano, segundo a agência Reuters. O objetivo declarado é impedir disparos contra comunidades israelenses na região fronteiriça.
As forças israelenses executam investidas em diversas áreas da fronteira. Uma autoridade libanesa informou à Reuters que o Exército libanês abandonou no mínimo sete posições avançadas situadas na linha de fronteira.
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“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira”, afirmou Israel Katz em comunicado oficial.
Mobilização militar indica possível invasão terrestre
Israel mobilizou aproximadamente 100 mil reservistas desde sábado. Parte desses soldados foi enviada para a fronteira norte com o Líbano. A intensificação da movimentação de tropas e equipamentos militares na região fronteiriça nos últimos dias sinaliza que o país pode realizar uma invasão terrestre nas próximas horas ou dias.
As forças israelenses ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024. Naquela época, Israel e o grupo rebelde Hezbollah assinaram um cessar-fogo.
Rompimento da trégua com Hezbollah
O confronto atual envolve Israel e o Hezbollah. A trégua estabelecida em outubro de 2024 foi rompida após o grupo rebelde disparar mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel bombardeia o sul do Líbano e a capital Beirute, atacada na segunda-feira (2) e novamente nesta terça-feira (3).
O embate representa um novo foco da guerra no Oriente Médio. O conflito ultrapassou a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no sábado (28) após bombardeios em solo iraniano que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares iranianas.
Balanço de vítimas da guerra no Oriente Médio
A organização humanitária Crescente Vermelho do Irã informou na segunda-feira (2) que quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país. Os Estados Unidos divulgaram no domingo que seis militares norte-americanos foram mortos desde o início da guerra.
O presidente dos Estados Unidos prometeu no domingo “vingá-los”, em referência aos militares mortos. “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, declarou.
Início do conflito entre EUA, Israel e Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28). A ação deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em outras cidades iranianas.
Os bombardeios resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e governamental iraniana. Como resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio. A troca de ataques prossegue desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, presenciados em outros países da região.
