Israel anunciou a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, nesta segunda-feira (02/02). No dia anterior, um bombardeio israelense na mesma região matou 27 pessoas – a maior ofensiva de Israel em Gaza desde o início do suposto “cessar-fogo”.
O Hospital Shifa informou que, entre as vítimas do bombardeio, estão uma mãe, um parente e três crianças; o Hospital Nasser também acrescenta que uma tenda pegou fogo por conta do ataque, e o incêndio subsequente matou um pai, seus três filhos, e três netos. Um total de sete vítimas.
Dois anos atrás, já em meio à guerra contra o Hamas, Israel havia tomado controle da passagem de Rafah. Com a reabertura, o trânsito de pessoas (apenas a pé) e de ambulâncias entre os territórios conectados pela passagem volta a ser permitido.
De acordo com ONGs que fiscalizam a região, cerca de 20 mil cidadãos palestinos aguardavam a reabertura da passagem para buscar atendimento médico fora de Gaza.
Mesmo assim, a passagem não é totalmente livre; Israel vai exigir verificações de segurança para todos os palestinos que entrarem e saírem dos territórios conectados.
A reabertura da passagem de Rafah foi um dos alicerces do acordo de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante suas negociações com Israel e o grupo Hamas.
De acordo com apurações do Al Jazeera e do Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza, desde a declaração do “cessar-fogo” entre Israel e Hamas no dia 10 de outubro de 2025, Israel violou o acordo ao menos 1.450 vezes até o dia 31 de janeiro de 2026.
Foram 487 as ocasiões em que civis foram baleados ou alvejados em ataques das tropas israelenses. As forças de Israel também bombardearam Gaza 679 vezes, realizaram incursões em locais além da “linha amarela” 71 vezes, e também detiveram 50 palestinos em Gaza.
Mesmo com a reabertura da passagem de Rafah, Israel continua mantendo a proibição da entrada e circulação de jornalistas estrangeiros em Gaza; a determinação perdura desde o início da guerra.
