A autora dos livros da série “Harry Potter”, J.K. Rowling, foi um dos vários nomes de celebridades a aparecerem na última leva de documentos dos “Arquivos Epstein” – documentos, correspondências e afins entre políticos, empresários e pessoas famosas e Jeffrey Epstein, bilionário e dono de uma enorme rede de tráfico humano e exploração sexual de menores.
Rowling é mencionada casualmente algumas vezes nos documentos, mas duas menções específicas chamam atenção. A equipe da escritora aparece em correspondências convidando o falecido magnata a uma sessão de estreia do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, bem como a um jantar especial.
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Vale lembrar, aqui, a linha do tempo em questão: os convites foram feitos pela equipe de Rowling em 2018, dez anos depois de quando Epstein foi réu confesso e condenado por prostituição infantil, e 13 anos depois de quando começou a ser investigado.
Rowling é uma figura divisiva e controversa na internet: ela é amada por muitos por seu trabalho como criadora de Harry Potter, e também por seu ativismo no que ela descreve como causas pró-mulher nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, muito de seu ativismo antagoniza, abertamente, pessoas trans: Rowling é figura proeminente em diversos movimentos de ódio às comunidades transexual, travesti e não-binária, além de ter histórico de apoio público e financeiro a movimentos e ‘think tanks’ de extrema-direita.
Documentos nos Arquivos Epstein “podem ser falsos”, alega governo Trump
Os novos documentos divulgados no caso Epstein podem ser livremente acessados no portal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que encabeça os esforços do Ato de Transparência dos Arquivos Epstein.
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Mesmo assim, o próprio Departamento comunicou uma mensagem confusa em nota oficial: no mesmo texto, o órgão afirma que realizou uma inspeção rigorosa da documentação enviada ao FBI, mas também alega que podem existir provas “falsas ou falsamente submetidas”, especialmente aquelas que incluírem “acusações contra o Presidente Trump”.
