O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve negar o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Brasil faça parte do recém-criado Conselho da Paz para Gaza, feito no último sábado (17/01). É o que antecipa Jamil Chade, correspondente da TMC, direto de Genebra.
“Já posso antecipar que o governo brasileiro não deverá aceitar esse convite. Na verdade, não só o governo brasileiro, muitos outros governos receberam esse convite e viram que isso é uma cilada, ou em bom português, uma pegadinha”, revelou o colunista.
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“Isso é uma demonstração claríssima por parte de Donald Trump de que ele pensa em ter uma ONU para chamar de sua. O conselho da paz não é sobre Gaza, eu tenho o documento completo, e não há em nenhum trecho a palavra ‘Gaza’. Isso revela muito sobre esse conselho.”
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Substituto da ONU
A ideia do presidente dos EUA é ter ainda mais poder com o novo grupo. “O que Donald Trump quer é um substituto ao Conselho de Segurança da ONU, na verdade um conselho em que ele seria o presidente, só ele teria o poder de veto, ele escolheria quem faz parte e quem não faz parte e, claro, ele teria a possibilidade de dizer que esse conselho chancelaria suas atuações internacionais. Um Conselho de Paz que tem o objetivo muito claro de redefinir as regras internacionais.”
Apesar de o governo ainda não ter se posicionado oficialmente, Jamil Chade reforça o que deve ser a decisão oficial à respeito do convite. “A primeira reação do governo brasileiro é que o Brasil não faça parte do conselho.“
