O empresário brasileiro Joesley Batista, dono da JBS, encontrou-se com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, na sexta-feira (09/01) em Caracas. Batista também manteve reuniões com representantes do governo dos Estados Unidos antes e depois desse encontro. Segundo informações obtidas pela Reuters, o empresário teria informado às autoridades americanas que Rodriguez está disposta a abrir o setor energético venezuelano para investimentos.
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A Fluxus, empresa de petróleo e gás pertencente à família Batista, está avaliando oportunidades de negócios na Venezuela, conforme revelou uma fonte que pediu anonimato. A companhia tem ampliado sua atuação na América do Sul desde que foi adquirida em 2023.
Em 23 de novembro de 2025, Batista viajou a Caracas para tentar persuadir Nicolas Maduro a aceitar as exigências do presidente Donald Trump, que demandava sua saída do poder para viabilizar uma transição pacífica no país.
A atual configuração política venezuelana resulta de uma operação militar ordenada por Trump, que levou à captura de Maduro. Após esses eventos, Delcy Rodriguez, então vice-presidente, assumiu interinamente a presidência, sendo a primeira na linha sucessória. Antes dessa mudança, ela acumulava as funções de ministra de Hidrocarbonetos e coordenadora da política econômica venezuelana.
Na semana anterior, Rodriguez nomeou Calixto Ortega Sanchez como vice-presidente para assuntos econômicos, área anteriormente sob sua responsabilidade e considerada prioritária em seu governo. Sanchez dirigiu o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025, tendo trabalhado previamente no setor petrolífero. O petróleo venezuelano, que constitui uma das maiores reservas mundiais, tem atraído o interesse dos Estados Unidos em sua gestão.
No domingo (11/01), Trump declarou que poderia bloquear investimentos da Exxon Mobil na Venezuela. Esta afirmação ocorreu depois que o CEO da empresa, Darren Woods, descreveu o país como “não viável para investimentos” durante uma reunião na Casa Branca.
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O presidente americano expressou insatisfação com essa declaração, afirmando que Woods estava sendo “muito espertinho” ao dizer que a Venezuela precisaria alterar sua legislação para tornar-se atrativa aos investidores.
De acordo com matéria do The Washington Post, Joesley Batista serviu como interlocutor informal do governo americano nos meses que precederam a captura de Nicolas Maduro.
