A Corte de apelações da França manteve, nesta terça-feira (07/07), a condenação de Marine Le Pen pelo desvio de verbas do Parlamento Europeu. O tribunal, porém, reduziu o período de inelegibilidade para 45 meses, sendo 30 meses suspensos. O resultado preserva o direito de Le Pen de disputar as eleições presidenciais francesas marcadas para abril de 2027.
A pena privativa de liberdade foi fixada em 3 anos, sendo 2 anos suspensos e 1 ano em regime aberto, cumprido com tornozeleira eletrônica, sem prisão efetiva.
O desvio
Segundo a acusação, Le Pen e integrantes do Reagrupamento Nacional (RN) usaram verbas da União Europeia para remunerar funcionários que, na prática, trabalhavam para o partido na França, e não para o Parlamento Europeu, como exigem as regras. O esquema teria ocorrido entre 2004 e 2016 e somou 1,4 milhão de euros desviados, conforme apurado pela acusação. A condenação original havia sido proferida em 2025.
Eleição de 2027
Com a elegibilidade mantida, Le Pen permanece como uma das principais candidatas da corrida presidencial francesa. Levantamentos de intenção de voto a posicionam entre os nomes com maior chance de alcançar o segundo turno em 2027.
Jordan Bardella, presidente do RN, também figura entre os favoritos ao segundo turno, de acordo com os mesmos levantamentos. O político declarou ter a intenção de assumir a chefia de governo caso Le Pen vença a presidência. Alguns levantamentos recentes apontam que Bardella obteria votação mais expressiva do que Le Pen no primeiro turno, embora se trate de uma projeção, e não de um resultado confirmado.
O RN se prepara para dois cenários possíveis de candidatura nas eleições presidenciais de 2027.




