Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioMundoMegatempestade nos EUA deixa 230 mil sem energia e...

Megatempestade nos EUA deixa 230 mil sem energia e afeta 180 milhões de pessoas

Fenômeno climático extremo provoca cancelamento de 13,4 mil voos e sensação térmica de até -40°C

Uma megatempestade de neve e gelo atinge os Estados Unidos e já deixou 230 mil consumidores sem fornecimento de energia elétrica. O fenômeno climático extremo ameaça cerca de 180 milhões de pessoas, mais da metade da população americana, conforme dados divulgados neste domingo (25/01).

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que a tempestade, caracterizada por neve intensa, granizo e chuva congelante, provocou o cancelamento de aproximadamente 13,4 mil voos em todo o território americano.

Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp

No Meio-Oeste americano, a sensação térmica chegou a -40°C no sábado (24/01), criando condições em que a pele humana pode congelar em apenas dez minutos de exposição. Em Wisconsin, os termômetros registraram -38°C pela manhã, a temperatura mais baixa na região em quase 30 anos.

O Serviço Nacional de Meteorologia prevê que recordes de frio e sensação térmica perigosa avançarão para as Grandes Planícies até segunda-feira (26/01). No Sudeste do país, são esperados impactos “devastadores a localmente catastróficos” devido ao acúmulo de gelo.

O presidente Donald Trump classificou as tempestades como “históricas” e aprovou declarações federais de emergência para 12 estados, incluindo Carolina do Sul, Virgínia, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia Ocidental.

“Continuaremos monitorando e mantendo contato com todos os estados no caminho dessa tempestade. Fiquem seguros e aquecidos”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

A população de 17 estados americanos e do Distrito de Colúmbia está sendo diretamente impactada pela tempestade. O Departamento de Segurança Interna confirmou que todos esses locais declararam emergência climática.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, comentou sobre a situação no sábado: “Temos dezenas de milhares de pessoas nos estados afetados do Sul que perderam energia. Equipes das concessionárias estão trabalhando para restabelecer o serviço o mais rápido possível.”

O Departamento de Energia emitiu uma ordem emergencial no sábado autorizando o Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas a acionar geração de energia de reserva em data centers e outras grandes instalações para limitar apagões no estado.

Leia mais: Enfermeiro de UTI: quem era Alex Pretti, morto a tiros por agentes de imigração dos EUA

No domingo, o mesmo departamento emitiu nova ordem emergencial para autorizar a operadora de rede PJM Interconnection a operar “recursos específicos” na região do meio-Atlântico, independentemente de limites impostos por leis estaduais ou licenças ambientais.

A Dominion Energy, que opera na Virgínia o maior conjunto de data centers do mundo, afirmou que, se a previsão de gelo se confirmar, o evento pode estar entre os maiores já enfrentados pela empresa.

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Lula condena captura de Maduro pelos EUA e cobra resposta “vigorosa” da ONU

Lula condena captura de Maduro pelos EUA e cobra resposta “vigorosa” da ONU

Presidente foi às redes sociais para comentar bombardeios e reforça pedido por diálogo e cooperação
Lula se reúne com papa Leão XIV, pela primeira vez, no Vaticano

Lula se reúne com papa Leão XIV, pela primeira vez, no Vaticano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta segunda-feira (13), no Vaticano, com o papa Leão...
Etiópia confirma 14 casos e 9 mortes por vírus Marburg

Etiópia confirma 14 casos e 9 mortes por vírus Marburg

CDC dos EUA enviou especialistas para auxiliar autoridades locais no controle da situação
Mauro Vieira e Marco Rubio se encontram pela primeira vez para tratar tarifaço

Mauro Vieira e Marco Rubio se encontram pela primeira vez para tratar tarifaço

Este será o primeiro encontro entre as autoridades dos dois países após a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump