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Nas redes e na TV, Delcy Rodríguez condena ação dos EUA na Venezuela

Ex-vice se tornou presidente interina após a captura de Nicolás Maduro pelas tropas dos EUA

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, emitiu um comunicado oficial em suas redes sociais na manhã desta sexta (3) após a ação militar dos EUA no país sul-americano. Na publicação, a então vice-presidente de Nicolás Maduro – capturado pelas forças norte-americanas – condena o ataque e convoca o povo venezuelano a ir às ruas.

Mais tarde, em pronunciamento pela TV estatal, Delcy voltou a criticar a ação dos EUA e, mesmo tomando posse como presidente interina, declarou que Nicolás Maduro é o presidente venezuelano.

“A Venezuela só tem um presidente: Nicolás Maduro”, afirmou Rodríguez em pronunciamento transmitido pela televisão pública venezuelana, onde apareceu acompanhada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e os titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa. A vice-presidente classificou a ação como “sequestro” e declarou que o país “nunca será colônia de nenhuma nação”.

Assume ou não assume?

O discurso de Delcy Rodríguez vai na contramão do que foi dito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a ação militar na Venezuela. Segundo ele, a ex-vice de Maduro estaria “disposta a fazer o que for preciso” pelo governo de transição que será imposto no país, e que ela mantém diálogo com Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.

O presidente americano descartou a possibilidade da oposicionista María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025, assumir o governo. “É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela”, declarou Trump, acrescentando que ela “não tem apoio interno nem respeito” para governar.

Confira a íntegra traduzida do comunicado de Delcy nas redes:

“República Bolivariana da Venezuela – Comunicado

Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o Presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria.” Hoje, com o vigor moral de Bolívar, Miranda e nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.

Povo às ruas

O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as denúncias correspondentes perante o Conselho de Segurança da ONU, o Secretário-Geral de dita organização, a CELAC e o MNOAL, exigindo a condenação e a prestação de contas do Governo estadunidense.

O Presidente Nicolás Maduro dispôs todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e circunstâncias adequadas, em estrito cumprimento ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.

Neste sentido, o Presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do Decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar imediatamente à luta armada. Todo o país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.

Da mesma forma, ordenou o desdobramento imediato do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.

Em estrito cumprimento ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante desta agressão imperial.

Como assinalou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: “perante qualquer circunstância de novas dificuldades, do tamanho que forem, a resposta de todos e de todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.

Caracas, 3 de janeiro de 2026″

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