Netanyahu aponta possibilidade de acordo no Oriente Médio após reunião com Trump nos EUA

Primeiro-ministro de Israel detalha 15 pontos de negociação entre americanos e iranianos após conversa com presidente dos EUA nesta segunda

Por Redação TMC | Atualizado em
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. (Foto: REUTERS/Nathan Howard)

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, citou a possibilidade de acordo quanto à guerra no Oriente Médio, depois de conversar na tarde desta segunda-feira (23/03) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para jornalistas, ele detalhou ainda que existem 15 pontos de acordo entre Estados Unidos e Irã após essas novas negociações.

Netanyahu relatou que Trump identifica uma janela para converter “grandes ganhos militares” em um acordo diplomático que proteja interesses vitais israelenses.

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Continuidade dos ataques israelenses

O primeiro-ministro declarou que Israel manterá ataques contra Irã e Líbano. Os alvos incluem o programa de mísseis iraniano, o programa nuclear do país e o grupo extremista Hezbollah.

Trump revelou mais cedo nesta segunda-feira informações sobre conversas entre Estados Unidos e Irã realizadas durante o fim de semana. Os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram das discussões com representantes iranianos.

O presidente americano especificou apenas um dos 15 pontos de acordo: o compromisso iraniano de não possuir armas nucleares. Trump já havia mencionado essa informação em outras ocasiões.

Trump suspendeu ataques militares contra instalações de energia iranianas por cinco dias. A declaração acontece após o presidente ter feito ameaças de novos ataques caso Teerã não permitisse a reabertura completa do estreito de Ormuz, rota marítima comercial que tem sido foco de tensões.

O presidente foi vago ao comentar com quem os Estados Unidos estavam conversando no Irã. Especificou apenas que se tratava de um líder respeitado e que não era o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.

Teerã nega diálogo

O Irã negou ter mantido diálogo com Washington. Segundo veículos estatais iranianos citando o Ministério das Relações Exteriores do país, o governo iraniano rejeitou as alegações de Trump.

Para eles, a declaração do presidente americano foi uma tentativa de baixar os preços do petróleo e ganhar tempo para planos militares.

O preço do petróleo caiu após a declaração de Trump. A queda sugere que os mercados interpretaram as negociações em andamento entre Estados Unidos e Irã como um possível caminho para encerrar a guerra.

Leia mais: EUA conseguem apoio internacional para liberar o estreito de Ormuz

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