Netanyahu diz que acordo de Israel com Síria é possível e espera zona tampão

Fala do premiê israelense vem logo após declaração do governo dos EUA, que busca a paz entre os dois países

Por Redação TMC | Atualizado em
Benjamin Netanyahu falando em palanque com uma bandeira de Israel em cada lado
Ataque israelense na última sexta (28/11), na Síria, deixou 13 mortos de acordo com a mídia estatal (Foto: Reuters)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (02/12) que um acordo com a Síria é possível e que ele espera que as autoridades sírias estabeleçam uma zona tampão desmilitarizada de Damasco até o Monte Hermon e outras áreas.

Netanyahu falou um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump – cujo governo vem tentando intermediar um pacto de não agressão entre os dois países – disse que era muito importante que Israel mantivesse um “diálogo forte e verdadeiro” com Damasco.

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A Síria não reconhece formalmente Israel, que vem ocupando mais território sírio desde dezembro de 2024. O país capturou as Colinas de Golã sírias em uma guerra em 1967 e posteriormente as anexou; uma medida reconhecida pelos Estados Unidos, mas não pela maioria dos outros países.

“O que esperamos que a Síria faça é, naturalmente, estabelecer uma zona tampão desmilitarizada desde Damasco até a área de segurança, incluindo as vias de acesso ao Monte Hermon e o pico do Hermon”, disse Netanyahu durante uma visita a soldados feridos no centro de Israel. “Mantemos essas áreas para garantir a segurança dos cidadãos de Israel, e essa é a nossa obrigação.”

Ele acrescentou: “Com boa vontade e uma compreensão desses princípios, é possível chegar a um acordo com os sírios, mas manteremos nossos princípios em qualquer caso.”

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Trump apoiou o novo líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, enquanto Israel expressou cautela em relação aos vínculos anteriores de Sharaa com a militância islâmica, mas se envolveu em esforços para intermediar um acordo.

Uma incursão israelense no sul da Síria na sexta-feira (28/11) matou 13 sírios, informou a mídia estatal síria. Os militares israelenses disseram que tinham como alvo um grupo militante islâmico libanês no local. Na terça-feira, Netanyahu estava visitando soldados feridos no confronto.

Por Reuters

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