Conselho de Segurança da ONU adia votação sobre uso de força no Estreito de Ormuz

Decisão foi transferida para próxima semana enquanto diplomatas buscam acordo com países que possuem poder de veto

Por Redação TMC | Atualizado em
Vista aérea do estreito de Ormuz
Imagem panarômica do Estreito de Ormuz (Foto: Stringer via Reuters)

O Conselho de Segurança da ONU transferiu para a próxima semana a votação de resolução que permitiria ação militar no Estreito de Ormuz. O objetivo é proteger a navegação comercial no canal. Diplomatas confirmaram o adiamento neste sábado (04/04).

A votação estava prevista para sexta-feira (03/04). Diplomatas remarcaram para sábado (04/04), mas decidiram adiar novamente. A estratégia busca acordo com países que possuem poder de veto no Conselho.

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O Bahrein apresentou a proposta. O texto autoriza países a utilizarem “todos os meios defensivos necessários” para garantir segurança da navegação comercial. Se aprovada, será a primeira autorização da ONU para uso de força no conflito em curso no Oriente Médio.

A resolução prevê aplicação “por um período de pelo menos seis meses (…) e até que o Conselho decida de outra forma”.

Pelo Estreito de Ormuz passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo. O canal transporta produção de grandes exportadores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Catar. O estreito está localizado na costa iraniana.

A crise provocou alta histórica no preço do barril de petróleo. O valor chegou a US$ 109 na quinta-feira (02/04).

China, França e Rússia, membros permanentes com poder de veto, indicaram oposição à medida. Pequim já manifestou posição contrária a qualquer autorização de uso da força. A China mantém postura neutra na guerra, mas demonstra alinhamento pragmático com o Irã, do qual é o principal comprador de petróleo.

Os Estados Unidos e outros países do Golfo declararam que votarão a favor da resolução.

O Bahrein preside atualmente o Conselho de Segurança. O país é um dos Estados do Golfo Pérsico que têm sido alvos diários dos ataques retaliatórios do Irã. O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, solicitou aos membros uma “posição unificada deste estimado conselho”.

O Irã tem atacado navios que passam pelo estreito. O país também implantou minas navais na região. O Irã controla a maior parte do canal.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, criticou a medida antes da votação. Ele afirmou que aprovação do uso da força pela ONU será considerada “uma ação provocativa”.

“Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no Estreito de Ormuz, só irá complicar ainda mais a situação”, declarou Araghchi.

Diplomatas trabalharão na próxima semana para obter acordo com os países que têm poder de veto. Em uma das manobras para tentar apoio de China e Rússia, o Bahrein retirou do texto uma referência à aplicação obrigatória da medida.

Não há informações sobre quando exatamente ocorrerá a votação na próxima semana.

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