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Papa Leão XIV pede fim da violência no Irã e abertura ao diálogo no Oriente Médio

Pontífice solicitou abertura ao diálogo na região durante oração do Angelus realizada neste domingo (08/03) no Vaticano com 15 mil fiéis

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Vatican Media/­Handout via REUTERS)

O líder da Igreja Católica, Papa Leão XIV, pediu o fim da violência no Irã e em outras partes do Oriente Médio durante a oração do Angelus realizada neste domingo (08/03) no Vaticano. O pontífice solicitou novos esforços para abertura de espaço ao diálogo na região. Ao lembrar o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (08/03), destacou a necessidade de garantir igualdade e respeito às mulheres.

Cerca de 15 mil peregrinos estavam reunidos na Praça de São Pedro durante a oração do Angelus. O Papa manifestou preocupação com as notícias que continuam chegando do Irã e de outras partes do Oriente Médio.

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“Queridos irmãos e irmãs, continuam chegando notícias do Irã e de todo o Oriente Médio que causam profunda preocupação. Além dos episódios de violência e devastação e do clima generalizado de ódio e medo, cresce o receio de que o conflito se espalhe e que outros países da região, incluindo o querido Líbano, possam voltar a mergulhar na instabilidade“, declarou o pontífice.

Leão XIV afirmou que o conflito está alimentando o medo e o ódio. O líder religioso manifestou preocupação com a possibilidade de escalada que poderia arrastar outros países da região, incluindo o Líbano.

Elevamos nossa humilde oração ao Senhor para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida”, afirmou o Papa.

O pontífice confiou sua prece a Maria, Rainha da Paz, pedindo sua intercessão por aqueles que sofrem com a guerra e para que os corações sejam guiados “pelos caminhos da reconciliação e da esperança”. Leão XIV defendeu que a diplomacia volte a ocupar papel central na busca por soluções.

No Angelus do domingo anterior, o Papa já havia expressado “profunda preocupação” com a situação no Oriente Médio e no Irã. “A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, declarou.

Dirijo-me às partes envolvidas num apelo sincero para que detenham a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável“, disse o líder religioso.

“Que a diplomacia recupere seu papel e que o bem dos povos seja promovido — povos que anseiam por uma convivência pacífica fundada na justiça“, concluiu o pontífice.

Dia Internacional da Mulher

Durante o Angelus, Leão XIV destacou a necessidade de garantir igualdade e respeito às mulheres. “Renovamos nosso compromisso com o reconhecimento da dignidade igual entre homens e mulheres. Infelizmente, muitas mulheres ainda são vítimas de discriminação e violência. A elas, de maneira especial, ofereço minha solidariedade e minhas orações”, afirmou o Papa.

O pontífice publicou também neste domingo (08/03) um texto na revista mensal Praça de São Pedro e no jornal italiano Corriere della Sera sobre violência de gênero. O sumo pontífice respondeu à carta de Giovanna, uma italiana que relatou ao líder religioso o problema da violência de gênero.

Segundo o Papa, apesar de avanços, muitas mulheres ainda enfrentam discriminação e diferentes formas de violência desde a infância. No texto publicado, Leão XIV afirmou que Giovanna abordava um tema importante que sempre lhe causou grande sofrimento: “a violência nas relações, em particular a violência contra as mulheres”. Segundo ele, em um mundo muitas vezes dominado pelo pensamento violento, é necessário apoiar ainda mais as mulheres.

O pontífice afirmou que elas podem ser atacadas por representarem “um sinal de contradição” em uma sociedade “confusa, incerta e violenta”. O Papa destacou que as mulheres transmitem valores como fé, liberdade, igualdade, generosidade, esperança, solidariedade e justiça.

Segundo Leão XIV, esses são “grandes valores”, frequentemente atacados por uma “mentalidade perigosa” que “infesta as relações”, gerando egoísmo, discriminação e desejo de dominação. O líder religioso acrescentou que esses fatores muitas vezes levam à violência, como mostram casos recentes de feminicídio.

O Papa afirmou que nenhum ato de violência deve ser subestimado. O pontífice incentivou as vítimas a denunciar agressões. “Devemos eliminar essa violência e encontrar formas de transformar a mentalidade das pessoas; devemos ser pessoas de paz, que amem a todos”, declarou.

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