Passageiro da Ryanair é parcialmente sugado para fora da janela durante voo na Grécia

Aeronave da Ryanair precisou retornar ao aeroporto de Tessalônica após uma janela se soltar em pleno voo; autoridades investigam as causas do incidente

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FILE PHOTO: FILE PHOTO: A Ryanair plane on a tarmac of Makedonia airport in Thessaloniki, Greece, May 7, 2026. REUTERS/Alexandros Avramidis/File Photo
Foto: Alexandros Avramidis/Arquivo/Reuters

Um passageiro foi parcialmente sugado para fora de uma janela que se soltou em um voo da Ryanair RYA.I logo após a decolagem em Tessalônica, na Grécia, nesta sexta-feira (10/07), segundo duas fontes do aeroporto, o que obrigou a aeronave a fazer um pouso de emergência.

O avião tinha voo programado de Tessalônica para o aeroporto de Memmingen, na Alemanha, mas retornou a Tessalônica “quando uma janela de passageiro se soltou durante o voo”, informou a Ryanair em comunicado. Ainda não está claro o que causou a quebra da janela.

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A companhia aérea informou que uma pessoa recebeu atendimento médico, mas não deu mais detalhes sobre a causa.

A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) confirmou que a aeronave era um Boeing 737 NG. A Boeing BA.N não se pronunciou imediatamente.

Um incidente semelhante ocorreu em 2018 em um Boeing 737 NG, levantando dúvidas sobre se os casos poderiam estar relacionados.

A mídia local na Grécia informou que um pedaço do motor se soltou e quebrou uma janela no início do voo, causando a descompressão da cabine e sugando parcialmente um passageiro para fora da janela.

Segundo o jornal alemão BILD, o passageiro que ocupava o assento ao lado da janela foi parcialmente puxado para fora da aeronave, ficando com a cabeça e os ombros do lado externo após a ruptura da janela. A esposa dele conseguiu segurá-lo pelos pés, enquanto outros passageiros ajudaram a trazê-lo de volta para o interior do avião antes que a situação se agravasse.

O FlightRadar24 mostrou que um jato Boeing 737 NG a caminho de Memmingen foi desviado de volta para Tessalônica na manhã desta sexta-feira.

O mesmo avião havia retornado a Tessalônica após decolar com destino a Sarajevo na noite de quinta-feira (09/07), também logo após a decolagem, de acordo com dados e uma fonte, embora não esteja claro o motivo.

A FAA confirmou que uma janela se quebrou no voo de sexta-feira e afirmou estar pronta para apoiar a Autoridade de Aviação Civil Helênica (HCAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) na investigação.

A Ryanair utiliza motores CFM56 do fabricante CFM International em todos os seus modelos Boeing 737 NG.

A Ryanair não respondeu imediatamente a um pedido enviado por email solicitando comentários sobre os detalhes do incidente, bem como a confirmação da marca da aeronave e do motor.

“A aeronave pousou normalmente e os passageiros retornaram ao terminal”, informou a Ryanair em seu comunicado.

Precedente em 2018

Vídeos não verificados postados nas redes sociais, gravados de dentro da aeronave, mostram uma janela quebrada e máscaras de oxigênio penduradas no teto.

Uma das fontes do aeroporto grego informou que a aeronave ainda estava em solo em Tessalônica e que os investigadores estavam analisando o incidente.

Em 2018, uma pá do ventilador do motor de um Boeing 737 NG da Southwest Airlines se partiu e causou a quebra de uma janela, que sugou parcialmente um passageiro para fora da aeronave, resultando na morte dele no incidente. Na época, o homem de 43 anos foi a primeira vítima fatal em um acidente com uma companhia aérea de passageiros dos EUA desde 2009.

Após esse incidente, o NTSB solicitou que a Boeing reprojetasse a estrutura da carenagem do ventilador nas aeronaves 737 NG. Já havia ocorrido uma falha no motor de outro 737 NG da Southwest em 2016.

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O incidente levou os órgãos reguladores a exigir que as companhias aéreas inspecionassem as pás do ventilador com maior frequência, basicamente a cada nove a 12 meses.

O acidente de 2018 ocorreu 20 minutos após o início do voo, quando uma pá do ventilador se fraturou em consequência de uma fissura por fadiga em um jato Boeing 737-700 equipado com dois motores CFM56-7B da CFM International, após a decolagem do Aeroporto LaGuardia, em Nova York.

A CFM International, fabricante dos motores, é uma joint venture transatlântica entre a General Electric Co GE.N e a francesa Safran SA SAF.PA. A CFM não se pronunciou.

  • Com informações da Reuters
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