PCC e Comando Vermelho entram em lista de sanções dos EUA após classificação como grupos terroristas

Organizações criminosas brasileiras passam a integrar relação oficial do governo americano; autoridades dos EUA afirmam que atuação das facções ultrapassa as fronteiras do Brasil

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Foto: Alex Silva/Arquivo/Estadão Conteúdo
Foto: Alex Silva/Arquivo/Estadão Conteúdo

O governo dos Estados Unidos incluiu nesta sexta-feira (29/05) o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) em sua lista oficial de entidades sancionadas, reforçando a decisão da administração do presidente Donald Trump de enquadrar as duas facções como organizações terroristas.

A atualização foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA. No cadastro, as duas organizações aparecem identificadas como “Grupos Terroristas Transnacionais” e também como organizações criminosas.

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A medida formaliza a designação de “Terroristas Globais Especialmente Designados”, anunciada recentemente pelo governo americano como parte da estratégia de combate a grupos considerados ameaças à segurança internacional.

Além disso, uma segunda classificação deve entrar em vigor em 5 de junho. Trata-se do enquadramento como “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTO, na sigla em inglês). Até essa data, o Congresso dos Estados Unidos ainda possui a prerrogativa de analisar e eventualmente barrar a medida.

Ao justificar as sanções, o Departamento de Estado destacou que o PCC e o Comando Vermelho não atuam apenas em território brasileiro. Segundo o governo americano, as facções mantêm redes criminosas que se estendem por outros países da América Latina e alcançam também os Estados Unidos.

Em comunicado divulgado na quinta-feira (28/05), as autoridades americanas afirmaram que as duas organizações estão entre os grupos criminosos mais violentos do Brasil, reunindo milhares de integrantes e sendo responsáveis por ações contra agentes de segurança, autoridades públicas e civis.

O governo dos EUA também argumenta que a influência das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras, com operações e conexões ilícitas espalhadas pela região, o que sustentaria a decisão de classificá-las como organizações terroristas.

A inclusão na lista de sanções amplia os instrumentos legais disponíveis para as autoridades americanas, permitindo restrições financeiras e outras medidas contra pessoas, empresas ou entidades que mantenham vínculos com os grupos.

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