O general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, recebeu pedido de aposentadoria imediata do secretário de Defesa Pete Hegseth. A solicitação foi confirmada nesta quinta-feira (02/04) por fontes à CBS News e à agência Reuters. George ocupa o cargo desde 2023.
A movimentação ocorre durante o segundo mês do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Hegseth busca colocar no comando do Exército alguém alinhado à sua visão e à do presidente Donald Trump, segundo a CBS News. Uma das fontes informou à emissora que a decisão não está relacionada a episódio recente envolvendo punições a militares.
George foi indicado ao posto pelo então presidente Joe Biden e confirmado pelo Senado em 2023. O mandato de chefe do Estado-Maior do Exército tem duração de quatro anos. Ele permaneceria na função até 2027.
O general é oficial de infantaria de carreira formado pela Academia Militar de West Point. Serviu na Guerra do Golfo e nos conflitos no Iraque e no Afeganistão, conforme informações da CBS.
Nesta quinta-feira (02/04), a Academia Militar dos EUA em West Point publicou fotos de George em seu perfil na rede social X. A instituição de ensino militar fica localizada em Nova York.
Hegseth já demitiu mais de uma dúzia de oficiais de alta patente. Entre eles estão o chefe do Estado-Maior Conjunto, general CQ Brown, a chefe de Operações Navais, almirante Lisa Franchetti, o vice-chefe da Força Aérea, general James Slife, e o diretor da Agência de Inteligência de Defesa, tenente-general Jeffrey Kruse.
A CBS News aponta o atual vice-chefe do Estado-Maior do Exército, general Christopher LaNeve, como um dos nomes cotados para substituir George no comando.
A demissão acontece após publicação de Hegseth na rede social X. Ele suspendeu punições a militares envolvidos em sobrevoo na casa do cantor Kid Rock, em Nashville. Depois que o Exército anunciou abertura de revisão administrativa sobre o caso, Hegseth escreveu: “Sem punição. Sem investigação. Sigam em frente, patriotas”.
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