O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmou que deve visitar o Brasil em abril após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado (21/03), em Bogotá. A reunião ocorreu durante o Fórum de Alto Nível Celac-África, que reuniu líderes para discutir parcerias entre América Latina e o continente africano.
Durante o encontro bilateral, Lula e Petro trataram da agenda regional e avaliaram a presidência colombiana à frente da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que se encerra neste fim de semana. Os dois também discutiram as expectativas para a próxima liderança do bloco, agora sob responsabilidade do Uruguai, e reforçaram a importância de fortalecer mecanismos multilaterais na região.
A visita de Petro ao Brasil está prevista para 18/04, em Brasília, onde o presidente colombiano participará da reunião “Democracia contra o Extremismo”. O evento deve reunir lideranças internacionais para discutir defesa da democracia e combate à radicalização política.
No mesmo dia, Lula participou do Fórum Celac-África e fez um discurso com críticas à política internacional dos Estados Unidos e ao presidente Donald Trump. O brasileiro condenou invasões entre países e demonstrou preocupação com o aumento de conflitos globais, afirmando que o mundo vive o período com maior número de guerras desde a Segunda Guerra Mundial.
O presidente também destacou a aproximação entre América Latina e África como prioridade estratégica, citando desafios comuns como o combate à pobreza e o desenvolvimento econômico. Lula mencionou ainda a existência de uma “dívida histórica” com o continente africano, em referência ao legado da escravidão.
No campo econômico, o mandatário defendeu parcerias em energia limpa e exploração de minerais críticos, alertando para o risco de práticas “neoextrativistas”. Segundo ele, é essencial que os países agreguem valor aos próprios recursos naturais.
Lula também ressaltou iniciativas de cooperação tecnológica, incluindo o uso de inteligência artificial em áreas como agricultura, educação e saúde, e defendeu a ampliação da infraestrutura digital como forma de reduzir desigualdades. O presidente citou ainda a aliança global contra a fome e a pobreza, lançada pelo Brasil no G20, que já conta com adesão de mais de cem países.




