O governo da Venezuela e a embaixada dos EUA informaram, na segunda-feira (02/02), que a presidente interina Delcy Rodríguez se reuniu com a enviada dos EUA Laura Dogu, à medida que os dois países retomam gradualmente as relações bilaterais rompidas em 2019.
O governo informou em comunicado que a reunião ocorreu no palácio presidencial de Miraflores para discutir “a agenda de trabalho entre a República Bolivariana da Venezuela e os Estados Unidos”.
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O ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, acrescentou em comentários na televisão estatal que a conversa abordou a “agenda comum” entre os dois países, especialmente questões energéticas, comerciais, políticas e econômicas.
Ele acrescentou que Félix Plasencia, ex-ministro das Relações Exteriores que também atuou como embaixador do país na China, viajará a Washington nos próximos dias para atuar como “representante diplomático” da Venezuela.
O irmão de Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, participou da reunião, informou o governo, assim como Gil, com quem Dogu se reuniu no fim de semana após sua chegada a Caracas.
“Os governos da Venezuela e dos Estados Unidos se propuseram a avançar em um roteiro para tratar de questões de interesse bilateral, por meio do diálogo diplomático e com base no respeito mútuo e no direito internacional”, acrescentou o comunicado.
A embaixada dos EUA na Venezuela disse nas redes sociais que Dogu se reuniu com autoridades venezuelanas para “reiterar as três fases que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia delineado para a Venezuela: estabilização, recuperação econômica e reconciliação, e transição”.
Após meses de tensões crescentes, os EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, há um mês, desencadeando uma série de mudanças no país, incluindo a posse de Rodríguez, a aprovação de uma reforma da sua principal lei petrolífera e a libertação de alguns presos políticos. Rodríguez afirmou que procura “relações internacionais equilibradas e respeitosas” com os EUA, enquanto Trump afirmou que a relação com o governo interino tem corrido bem.
Os dois países chegaram a um acordo para exportar até US$2 bilhões em petróleo venezuelano para os Estados Unidos e Rodríguez anunciou, na sexta-feira (30/01), uma proposta de “lei de anistia” para centenas de prisioneiros no país, uma medida há muito exigida pela oposição e por grupos de direitos humanos.
Por Reuters
