Refinaria em Moscou é atacada por drones pela segunda vez em três dias

Rússia relatou abate de 555 drones em todo o país. G7 discute novas sanções aos setores de energia e bancos russos

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(Foto: SOCIAL MEDIA via REUTERS)

Uma refinaria de petróleo em Moscou foi atingida por drones pela segunda vez em menos de três dias. O novo ataque ocorreu após um primeiro bombardeio na terça-feira (16), que causou danos generalizados à instalação. Segundo o governo russo, um edifício residencial, uma unidade industrial e casas também foram afetados.

Sergei Sobyanin, prefeito de Moscou, informou que 180 drones foram abatidos apenas na região da capital. Em todo o território russo, as autoridades do país relataram a destruição de 555 aparelhos. O aeroporto principal de Moscou chegou a suspender operações temporariamente.

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A sequência de ataques pressiona ainda mais o abastecimento de combustível no país. Fontes do setor indicam que a Rússia deve recorrer a importações de combustível neste mês para compensar a escassez, situação incomum para uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.

Frente diplomática: G7 debate sanções e armamento

Enquanto os ataques se intensificavam, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se reuniu com líderes do Grupo dos Sete (G7) na terça-feira (16). Em entrevista à Reuters, Zelensky declarou: “Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia”. Ele acrescentou ainda: “A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão”.

O G7 também reafirmou apoio à entrada da Ucrânia na União Europeia (UE) e se comprometeu a ampliar o fornecimento de recursos de defesa aérea a Kiev.

Um diplomata francês não identificado disse à Reuters que os membros do grupo concordaram que a dinâmica no campo de batalha favorece a Ucrânia. Em publicação na rede social X, Zelensky detalhou as prioridades acordadas com os aliados: “As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea – junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (…) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada”.

Na madrugada de quinta-feira, o ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, anunciou que a Alemanha vai arcar com um quarto do pacote de armas americano destinado à Ucrânia. O valor comprometido é de 200 milhões de euros.

Do outro lado do conflito, Kiev foi bombardeada com mísseis balísticos russos, segundo autoridades municipais da capital. Na cidade de Sumy, no nordeste do país, autoridades locais informaram a morte de uma pessoa em ataque de drone. Um mosteiro tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em Kiev teve o telhado destruído no bombardeio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou a jornalistas que a Rússia deveria fechar um acordo de paz com a Ucrânia.

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