Seis países europeus e Japão recuam e se dizem prontos para liberar Estreito de Ormuz

Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão divulgam comunicado conjunto após recusarem pedido de Trump para enviar embarcações militares à região no início da semana

Por Redação TMC | Atualizado em
Vista aérea do estreito de Ormuz
Imagem panarômica do Estreito de Ormuz (Foto: Stringer via Reuters)

Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira (19/03). Os países afirmaram estar “prontos” para participar de “esforços” destinados a liberar a passagem pelo Estreito de Ormuz. A declaração representa uma mudança de postura dessas nações, que no início desta semana haviam rejeitado o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar embarcações militares à região.

O Estreito de Ormuz é uma via marítima no Oriente Médio pela qual circulam navios transportando aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido globalmente. O Irã, localizado em uma das extremidades do estreito, fechou a passagem após sofrer ataques de Estados Unidos e Israel. Os preços do petróleo registraram elevação após os novos ataques iranianos contra infraestruturas localizadas no Golfo Pérsico. A nota divulgada pelos seis países indica que medidas serão adotadas para estabilizar o mercado de energia.

“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”, afirma a declaração. “Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando”.

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O documento não detalha de que maneira os países contribuiriam para a liberação do estreito. O comunicado também elogia a decisão dos Estados Unidos de liberar reservas estratégicas de petróleo.

Os países signatários afirmam que “tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”. A declaração busca demonstrar comprometimento com a estabilização do mercado energético global, afetado pela crise no Golfo Pérsico.

A declaração conjunta representa um gesto de aproximação ao governo Trump. O presidente dos Estados Unidos havia criticado os aliados após a negativa ao pedido de embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, classificou os países europeus como “ingratos” nesta quinta-feira (19/03). A tensão entre Washington e seus aliados europeus havia se intensificado após a recusa inicial de apoio militar.

Leia mais: Pentágono afirma que não há prazo para fim da guerra contra o Irã no Oriente Médio

No início desta semana, nações europeias haviam recusado o pedido de Trump para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, um dos países que negaram o pedido do presidente americano, justificou a recusa afirmando que “esta não é a nossa guerra”.

“O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos”, disse o ministro Boris Pistorius. A declaração de Pistorius refletia o posicionamento inicial dos países europeus. A mudança de tom no comunicado desta quinta-feira sugere uma reavaliação da postura europeia diante da escalada da crise energética.

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