Os incêndios florestais que atingem o Chile deixaram ao menos 19 mortos na região da Patagonia, segundo informações das autoridades chilenas atualizadas nesta segunda-feira (19/01). O governo realiza evacuações em massa enquanto combate cerca de 20 focos de incêndio, intensificados por temperaturas elevadas e ventos fortes.
No último domingo (18), as autoridades do país confirmaram 16 mortes. Cerca de 20 mil pessoas foram forçadas a deixarem suas residências devido aos incêndios florestais, segundo informações locais.
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Os incêndios continuam ativos, apesar de condições climáticas noturnas terem contribuído para o controle de alguns focos. O ministro da Segurança, Luis Cordero, informou durante coletiva de imprensa que os maiores incêndios permanecem ativos, com previsão de condições adversas ao longo do dia.
Regiões do centro e sul do Chile encontram-se sob alertas de calor extremo, com termômetros podendo alcançar 37 graus Celsius. Estas altas temperaturas criam condições propícias para a propagação das chamas.
A agência florestal Conaf do Chile informou que, até o final do domingo, bombeiros trabalhavam no combate a 23 focos de incêndio em todo o território nacional.
As regiões de Ñuble e Bío Bío são as mais impactadas, levando o presidente Gabriel Boric a declarar estado de catástrofe. O maior incêndio localiza-se próximo à cidade de Concepción, tendo consumido mais de 14 mil hectares.
Centenas de famílias perderam suas casas, especialmente nas cidades de Penco e Lirquen, severamente atingidas pelo avanço rápido das chamas durante o fim de semana. As autoridades ainda avaliam o número exato de residências destruídas.
A área total devastada pelos incêndios no Chile já soma mais de 20 mil hectares. O maior foco individual, nos arredores de Concepción, ultrapassa 14 mil hectares queimados.
“A projeção que temos hoje é de altas temperaturas”, declarou Cordero, acrescentando que a principal preocupação das autoridades é a possibilidade de novos incêndios serem provocados em toda a região.
O Chile e a Argentina enfrentam ondas de calor desde o início do ano, persistindo durante janeiro. A Argentina também registrou incêndios florestais no início deste mês. Na região da Patagônia argentina, aproximadamente 15 mil hectares foram consumidos pelas chamas.
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