O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos identificou o suspeito do ataque em Washington, D.C., na última quarta-feira (26/11). Rahmanullah Lakanwal, cidadão afegão de 29 anos, é tido como o autor solitário dos disparos em um local próximo à Casa Branca. Dois soldados da Guarda Nacional estão gravemente feridos.
O diretor da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), John Ratcliffe, afirmou que Rahmanullah Lakanwal trabalhou para o Exército dos EUA e para a CIA em Kandar, no Afeganistão, antes de sua chegada aos EUA em 2021.
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Ratcliffe informou que Lakamal, que integrava uma “força parceira” no país oriental, deixou de trabalhar para a CIA após a evacuação das tropas estadunidenses no Afeganistão. Segundo a imprensa dos EUA, ele havia solicitado asilo para o então presidente Joe Biden, em 2024, e teve o pedido aceito em 2025 pelo governo de Donald Trump.
O presidente Donald Trump usou o incidente para reforçar seu discurso anti-imigração: segundo ele, o ataque foi cometido por “um estrangeiro” e por isso irá “reavaliar” os cidadãos do Afeganistão que vieram para os Estados Unidos durante o governo de Joe Biden.
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Em sua casa na Flórida, Trump descreveu o ataque como um “ato de maldade, um ato de ódio e um ato de terrorismo”, e chamou o suspeito de “animal” numa postagem em uma rede social. O presidente ainda afirmou que Lakanwal “pagará caro”. Ainda não há detalhes sobre o que motivou o ex-agente da CIA.
