O Irã rejeitou neste sábado (04/04) o ultimato de 48 horas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a reabertura do Estreito de Ormuz e elevou o tom ao prometer uma resposta militar em caso de ataque.
A reação foi divulgada pelo general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya. Em comunicado, ele classificou Trump como “desesperado, nervoso, desequilibrado e tolo” e afirmou que as forças iranianas estão prontas para agir.
“Em caso de agressão, todas as infraestruturas usadas pelos EUA e pelo regime sionista serão alvo de ataques destrutivos e contínuos”, declarou o militar. Ele ainda reforçou o tom de ameaça: “as portas do inferno se abrirão” para os norte-americanos.
Escalada após ultimato
Mais cedo, Trump havia reiterado o prazo de 48 horas para que o Irã normalize a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Cerca de 20% do petróleo global passa pelo local, o que amplia o impacto internacional da crise.
O presidente norte-americano ameaçou atingir a infraestrutura energética iraniana caso o bloqueio não seja revertido. A declaração foi feita na rede Truth Social, onde escreveu que o prazo anterior estava se esgotando e que “o inferno se abateria” sobre o país.
O novo prazo é uma extensão de um ultimato anterior, dado no fim de março, quando Trump havia concedido 10 dias para a reabertura da rota ou avanço em negociações. Durante esse período, os EUA suspenderam ataques contra instalações iranianas — prazo que termina na próxima segunda-feira (06/04).
Situação no Estreito de Ormuz
Atualmente, o Estreito de Ormuz segue com restrições impostas pelo Irã desde o início do conflito no Oriente Médio. Apenas embarcações não ligadas aos EUA e a Israel podem atravessar, mediante pagamento de pedágio.
Navios com ajuda humanitária também estão autorizados a passar.
O governo iraniano já havia indicado que não cumpriria o ultimato e reforçou que responderá a qualquer ação militar. O cenário indica uma escalada de tensão com potencial impacto global, especialmente no mercado de energia.
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