O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que esta terça-feira (10/03) será o dia mais intenso de ataques contra o Irã na campanha militar contra o país até agora.
Em conversa com repórteres no Pentágono, o chefe da Defesa detalhou que a operação de hoje mobilizará a maior quantidade de caças e bombardeiros utilizada até agora no conflito.
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Mais do que uma demonstração de força, Hegseth enfatizou que a escalada militar tem um propósito político claro: fornecer ao presidente Donald Trump o “máximo de opções” para conduzir o conflito e as negociações.
Ao ser questionado sobre o estágio atual da guerra, o secretário adotou um tom de cautela estratégica, evitando definir prazos.
“Não cabe a mim dizer se este é o começo, o meio ou o fim. Essa decisão cabe ao presidente”, afirmou Hegseth.
De acordo com analistas, essa definição ambígua permite que a Casa Branca mantenha o controle da narrativa, possibilitando que Trump declare vitória no momento em que considerar politicamente adequado.
Recuo na projeção de duração
A fala de hoje marca uma mudança significativa em relação à semana passada, quando Hegseth chegou a prever que as hostilidades poderiam durar entre três a oito semanas. Ao recuar dessa estimativa, o secretário de Defesa evitou se comprometer com cronogramas fixos, reforçando que o ritmo das operações dependerá das determinações do Salão Oval e da evolução no campo de batalha, agora sob a supervisão técnica do General Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto.
Buscando tranquilizar a opinião pública americana e evitar comparações com intervenções passadas no Oriente Médio, Hegseth fez questão de separar a atual campanha dos conflitos de longa duração.
“Vejam bem, não estamos em 2003”, disparou o secretário. “Não se trata de uma reconstrução nacional interminável em meio aos atoleiros que vimos sob Bush ou Obama, nem de longe.”
A estratégia atual, segundo o Pentágono, foca em ataques de precisão e poder de fogo massivo, visando desmantelar capacidades específicas sem o compromisso de ocupação territorial ou “nation-building” (reconstrução de nações) que marcou as guerras do Iraque e do Afeganistão.
Com informações da Reuters




