Trump adia ultimato contra infraestrutura elétrica do Irã por 10 dias e diz que negociações avançam

Presidente dos EUA estende prazo até 6 de abril atendendo pedido de Teerã em meio à pressão pela alta do petróleo e desaprovação popular à guerra

Por Onze News | Atualizado em
Donald Trump fala aos jornalistas no Salão Oval.
(Foto: Evan Vucci/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou para 6 de abril a ameaça de destruir a infraestrutura elétrica do Irã. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26/03), de acordo com a AFP. Trump afirmou que a extensão do prazo atende a solicitação do governo de Teerã. O novo prazo expira às 20h de Washington (0h de terça-feira, 07/04, no horário de Brasília).

A Casa Branca enfrenta pressão devido à elevação dos preços do petróleo. A população americana demonstra desaprovação em relação à guerra. O presidente utilizou sua plataforma Truth Social para divulgar a decisão.

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“De acordo com o pedido do governo iraniano (…) esta declaração serve para anunciar que suspendo por 10 dias o período de destruição de usinas de energia, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h (0h de terça-feira, 7)”, escreveu Trump. Ele também afirmou que “as conversas continuam e, apesar das declarações equivocadas da mídia de notícias falsas e de outros, estão indo muito bem”.

Esta é a segunda extensão do prazo desde que a tensão entre os dois países se intensificou. No último sábado, Trump estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz. A passagem marítima é responsável pelo transporte de aproximadamente 20% do petróleo mundial. A ameaça incluía a destruição da infraestrutura elétrica iraniana.

Na segunda-feira (23/03), momentos antes do vencimento do primeiro ultimato, a Casa Branca anunciou o início de negociações entre os dois países. As conversas foram descritas como “muito boas e frutíferas”. O governo americano concedeu um prazo adicional de cinco dias, que se encerraria nesta sexta-feira (27/03).

Países do Oriente Médio têm desempenhado papel de mediadores nas negociações. Na semana passada, ministros das Relações Exteriores de Egito, Turquia, Arábia Saudita e Paquistão realizaram encontro em Riad. O objetivo da reunião foi discutir alternativas diplomáticas para o conflito.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã reagiu com desconfiança às declarações do presidente americano. Autoridades iranianas afirmaram que as falas de Trump fazem parte de uma estratégia para conter a alta dos preços de energia. O governo iraniano também afirma que o adiamento serviria para ganhar tempo para possíveis ações militares dos Estados Unidos contra o país.

Estados Unidos e Israel mantêm operações militares contra alvos iranianos. Autoridades americanas indicam que opções mais agressivas permanecem sob análise. Entre as possibilidades em consideração estão ações contra a Ilha de Kharg. O local funciona como o principal terminal de exportação de petróleo do Irã.

A situação mantém os mercados globais de energia em alerta. O Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa. Sua importância estratégica para o fornecimento global de petróleo torna qualquer interrupção no tráfego marítimo uma questão de impacto internacional.

Leia mais: Irã autoriza passagem de 10 petroleiros dos EUA pelo Estreito de Ormuz

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