O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a Dinamarca de não conseguir proteger a Groenlândia contra ameaças russas. A declaração foi feita nesta segunda-feira (19/01) em meio à crescente tensão diplomática sobre o território ártico, que o mandatário americano pretende anexar desde que iniciou seu segundo mandato no ano passado.
“A OTAN vem dizendo à Dinamarca, há 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia’. Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora chegou a hora, e isso será feito!”, afirmou o presidente.
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Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia mobilizaram contingentes militares para a Groenlândia na quinta-feira (15/01). A ação representa uma resposta direta às recentes ameaças de Trump sobre o território, considerado pelo presidente americano como “vital” para o Domo de Ouro, um escudo antimísseis planejado para proteger os EUA.
A Groenlândia, maior ilha do mundo, está localizada no extremo norte do Atlântico, entre a América do Norte e a Europa. Os Estados Unidos já mantêm presença militar na região, embora tenham reduzido significativamente suas operações nos últimos anos.
No sábado (17/01), Trump anunciou medidas econômicas contra oito nações europeias caso se oponham aos planos americanos para a Groenlândia. O presidente comunicou que imporá uma tarifa de 10% sobre produtos desses países a partir de 1º de fevereiro de 2026.
“A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
O presidente americano indicou que as tarifas permanecerão em vigor até que seja alcançado um acordo para a “compra completa e total da Groenlândia”. Em comunicação ao primeiro-ministro norueguês Jonas Gahr Støre, Trump declarou que “não se sente mais obrigado a pensar puramente na paz, embora ela seja predominante”.
O primeiro-ministro da Noruega classificou o anúncio sobre as tarifas relacionadas à Groenlândia como inaceitável. Ainda não está definido como os países europeus responderão formalmente às ameaças econômicas, nem se existe possibilidade de negociação diplomática para resolver o impasse.
