Trump anuncia cooperação nuclear com o Irã e ameaça taxar quem vender armas para o país

Presidente dos Estados Unidos afirmou que poderá impor tarifas de 50% a países que fornecerem armas ao país rival

Por Redação TMC | Atualizado em
Trump está sentado no Salão Oval e aponta para o lado
(Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que poderá impor tarifas de 50% a países que fornecerem armas ao Irã e também prometeu uma inédita cooperação com Teerã para interromper o enriquecimento de urânio e remover material nuclear sensível.

A declaração foi feita em sua plataforma Truth Social e ocorreu horas após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas entre os dois países.

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Nova ameaça

“O país que fornecer armas militares ao Irã estará imediatamente sujeito a uma tarifa de 50% sobre todos os produtos que vender aos Estados Unidos, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções”, escreveu o presidente.

Trump não direcionou a mensagem a nenhuma nação. No entanto, a Casa Branca já criticou diversas vezes China e Rússia por auxiliarem o governo iraniano e também forças paramilitares que atuam no Oriente Médio contra Estados Unidos e Israel.

Cooperação com Irã

No campo diplomático, Trump indicou uma mudança de tom ao afirmar que os Estados Unidos irão trabalhar diretamente com o Irã em questões nucleares. Segundo ele, o país do Oriente Médio deixará de enriquecer urânio.

“Não haverá enriquecimento de urânio e os Estados Unidos, trabalhando com o Irã, irão desenterrar e remover toda a ‘poeira’ nuclear enterrada em profundidade”, declarou.

Trump também afirmou que seu governo negocia o alívio de tarifas e sanções com o Irã, enquanto Teerã concordou em reabrir temporariamente o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Além disso, o presidente mencionou uma possível “mudança de regime” no Irã, que, segundo ele, pode tornar a relação bilateral mais produtiva. A fala ocorre após ataques aéreos americanos realizados no ano passado contra estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.

As declarações sinalizam uma estratégia que combina pressão econômica com tentativa de reaproximação diplomática, em um momento ainda sensível para a estabilidade no Oriente Médio.

Por AFP

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