Após a morte de um homem durante uma operação do ICE em Minneapolis, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para defender os agentes federais de imigração e acusar autoridades locais de incitarem uma “insurreição” (24/01). O episódio reacendeu a tensão entre a Casa Branca e líderes democratas do estado de Minnesota.
Defesa do ICE e ataque às autoridades locais
A vítima foi baleada durante uma ação contra imigrantes ilegais e, segundo o Departamento de Segurança Interna, os disparos foram feitos de forma “defensiva”, depois que o homem, armado, se aproximou da patrulha. Ele morreu no local. A polícia de Minneapolis informou que o homem era cidadão americano, morador da cidade e tinha porte legal de arma, além de dois carregadores.
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Trump publicou na Truth Social uma foto da pistola apreendida e questionou a ausência da polícia local na operação. Para o presidente, o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz teriam impedido o apoio aos agentes federais, agravando o cenário de violência.
No post, Trump exaltou o trabalho do ICE e afirmou que mais de 12 mil “criminosos ilegais” já foram presos e retirados de Minnesota. Segundo ele, a permanência dessas pessoas representaria um risco ainda maior à segurança da população.
Do outro lado, Tim Walz classificou o episódio como “mais um ataque a tiros atroz” cometido por agentes federais, lembrando que, duas semanas antes, uma cidadã americana também foi morta durante uma operação semelhante na cidade. O governador disse que Minnesota “não aguenta mais” a escalada da violência.
Já o prefeito Jacob Frey pediu publicamente que Trump encerre as operações do ICE em Minneapolis. Em declaração à imprensa, afirmou que o momento exige liderança e foco na restauração da paz, colocando a cidade e o país “em primeiro lugar”.
A crise se insere em um contexto mais amplo. Nos últimos meses, o governo Trump intensificou as prisões relacionadas à imigração, o que ampliou os confrontos entre agentes federais, autoridades locais e a população, além de gerar denúncias de abusos nas operações.
