Trump celebra 1 ano de mandato com foco na Venezuela, crítica à Otan e elogio ao ICE

Discurso de mais de uma hora marcou aniversário da posse e reforçou posições sobre segurança, alianças e diplomacia

Por Redação TMC | Atualizado em
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante coletiva de imprensa na Casa Branca, ao completar um ano de seu segundo mandato
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante coletiva de imprensa na Casa Branca, ao completar um ano de seu segundo mandato (Kevin Lamarque/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta terça-feira (20/01) o primeiro aniversário de sua posse com uma longa coletiva de imprensa na Casa Branca. Em mais de uma hora de discurso, o republicano abordou temas centrais de seu governo, fez comentários sobre política externa, voltou a criticar aliados europeus e elogiou a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

Ao falar de política internacional, Trump afirmou que “ama” a Venezuela e sugeriu que gostaria de envolver a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, “de alguma forma”. O presidente disse que o país tem trabalhado “muito bem” com os Estados Unidos e voltou a comentar o Prêmio Nobel da Paz, afirmando que deveria ter sido o vencedor por guerras que diz ter encerrado.

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Ele reiterou a alegação de que a Noruega exerce controle sobre o Nobel, apesar de o prêmio ser concedido por um comitê independente indicado pelo Parlamento norueguês.

Trump também manteve o discurso crítico em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ele declarou que fez mais pela aliança do que qualquer outro líder e questionou se os países-membros iriam em socorro dos Estados Unidos em caso de necessidade. As críticas ocorreram após reações contrárias de integrantes da Otan à insistência do presidente em defender a aquisição da Groenlândia. Questionado sobre até onde iria para assumir o controle do território, Trump respondeu apenas: “Vocês vão descobrir”.

Na área de imigração, o presidente voltou a defender o ICE, reconhecendo que a agência “às vezes comete erros”, mas elogiando a atuação de seus agentes. Trump disse ter se sentido “horrivelmente mal” ao comentar a morte de uma cidadã (Renee Good=) durante uma operação e afirmou que situações desse tipo são “tragédias”. Ao mesmo tempo, manteve críticas à Somália e a imigrantes somalis, repetindo declarações ofensivas feitas anteriormente.

Durante a coletiva, Trump também atacou promotores que o investigaram nos últimos anos, afirmando que encerrou o que chamou de instrumentalização do governo contra ele. Citou nominalmente ex-integrantes do sistema de Justiça e voltou a negar irregularidades nos processos em que foi alvo.

O presidente ainda comentou decisões pendentes da Suprema Corte, especialmente sobre a legalidade das tarifas impostas com base em poderes de emergência, afirmando que buscará “outras alternativas” caso a política seja barrada.

Ao longo da entrevista, Trump alternou respostas a jornalistas com comentários diretos, questionando repórteres sobre suas nacionalidades e reforçando posições que marcaram seu primeiro ano de mandato no segundo governo.

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