Donald Trump se reuniu com Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, na Casa Branca, nesta quarta-feira (8/4). O encontro aconteceu em meio a tensões entre Washington e os países-membros da aliança militar.
Após a reunião, o presidente norte-americano usou a plataforma Truth Social para criticar os aliados. “A Otan não estava lá quando precisamos dela, e não estará lá se precisarmos dela novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele pedaço de gelo enorme e mal administrado!”, publicou Trump.
Rutte conversou com a CNN Internacional ao sair da residência oficial. O secretário-geral confirmou que Trump demonstrou frustração durante o encontro. “Bem, como eu disse, há uma decepção, claramente, mas ao mesmo tempo, ele também estava ouvindo meus argumentos sobre o que está acontecendo”, afirmou.
O relacionamento entre o governo Trump e os países da Otan se deteriorou quando o presidente declarou que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos. A região é um território autônomo da Dinamarca. O país integra a organização militar. A declaração gerou desconforto entre os aliados europeus.
O conflito com o Irã, que completa 39 dias, agravou as divergências entre Washington e a aliança militar. Forças iranianas bloquearam o Estreito de Ormuz, passagem marítima responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto do petróleo comercializado globalmente. A administração norte-americana solicitou assistência dos aliados para reabrir a rota estratégica. Os países da Otan não responderam ao pedido.
Reportagem do The Wall Street Journal informou que Trump avalia medidas punitivas contra nações da Otan. O plano em análise prevê a realocação de tropas norte-americanas estacionadas em países considerados pouco cooperativos. Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia aparecem como possíveis destinos para esses contingentes militares.
A estratégia em estudo contempla o fechamento de pelo menos uma instalação militar norte-americana em território europeu. Espanha e Alemanha são mencionadas como candidatas ao encerramento de bases. Os dois países adotaram posições contrárias à operação militar no Oriente Médio.
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A Espanha negou autorização para que aeronaves militares dos Estados Unidos utilizassem seu espaço aéreo durante as operações. A Alemanha manifestou críticas públicas à ofensiva militar conduzida pelas forças norte-americanas. Essas posições colocaram os dois países europeus em rota de colisão com a Casa Branca.




