Trump diz não se importar com Lula e o chama de volátil

Em entrevista ao Axios publicada nesta sexta-feira (19/06), o presidente dos EUA afirmou não pensar no brasileiro e classificou o país como politicamente perigoso

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(Foto: Christian Hartmann/Reuters)

Donald Trump afirmou, em entrevista ao Axios publicada em nesta sexta-feira (19/6), que não pensa no presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o presidente dos Estados Unidos, a relação com o brasileiro é de indiferença: ele disse que “não poderia se importar menos”.

A declaração veio após os dois líderes se encontrarem à margem da cúpula do G7, no Canadá. Trump confirmou ter passado bastante tempo com Lula durante o evento, mas avaliou o brasileiro de forma negativa na entrevista.

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Trump classifica Lula como volátil

Trump afirmou: “Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil”

O presidente americano também comparou Lula a outros líderes. Elogiou o presidente da China, Xi Jinping, como “muito inteligente”, e citou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como exemplo de liderança sólida. Sobre chefes de Estado em geral, Trump afirmou que “não se chega a esse nível sem inteligência”.

Brasil como país politicamente perigoso

Ainda durante o G7, Trump descreveu o Brasil como um país que se tornou politicamente difícil. “Tornou-se um país um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente”, disse o americano.

A avaliação reflete o distanciamento entre os dois governos. Para o cidadão brasileiro, a relação entre Brasil e EUA afeta desde acordos comerciais até negociações diplomáticas em fóruns internacionais.

Leia mais: Negociações de paz entre EUA e Irã são adiadas, diz Suíça

Lula rebate e propõe levar urna eletrônica

Lula respondeu às críticas durante o próprio G7. O presidente brasileiro afirmou que Trump não conhece o Brasil e criticou o que chamou de interferência americana em assuntos internos do país.

Lula também afirmou não ver necessidade de uma conversa bilateral neste momento. E foi além: propôs apresentar ao americano o sistema eleitoral brasileiro. “Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil é o meu amigo Trump. Na próxima vez que eu encontrar o Trump, vou levar a urna eletrônica para mostrar como ela funciona”, declarou o presidente brasileiro.

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