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Trump diz que EUA não estão em guerra com a Venezuela e rejeita eleições imediatas

Republicano afirma que conflito é com o narcotráfico, destaca que transição levará tempo e confirma supervisão de Washington na administração venezuelana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que o país não está em guerra com a Venezuela e descartou a realização de eleições no território venezuelano nos próximos 30 dias. Em entrevista à emissora NBC News, o republicano disse que os Estados Unidos estão em conflito com traficantes de drogas, e não com o povo venezuelano.

Segundo Trump, antes de qualquer processo eleitoral, a Venezuela precisará ser “consertada” e estabilizada. Para ele, não há condições mínimas para a realização de eleições no curto prazo. “Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, declarou.

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O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos irão supervisionar a administração venezuelana durante esse período. De acordo com Trump, um grupo formado por integrantes do alto escalão do governo norte-americano, como o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o vice-presidente, JD Vance, e o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, participará desse processo. Trump disse que terá a palavra final sobre todas as decisões.

Na entrevista, o republicano também afirmou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está colaborando com as autoridades americanas, em contato direto com Marco Rubio. Trump declarou que a relação entre os dois tem sido “muito forte”, mas alertou que uma nova ação militar poderá ser realizada caso a cooperação seja interrompida.

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Questionado sobre a possibilidade de um acordo prévio para a retirada de Nicolás Maduro do poder, Trump afirmou que houve tentativas de negociação, mas que os Estados Unidos optaram por agir sem o apoio do círculo mais próximo do então presidente venezuelano.

Após a captura de Maduro no sábado (3), Delcy Rodríguez, que era vice-presidente, assumiu a liderança interina do país por decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, com a justificativa de garantir a continuidade administrativa. As Forças Armadas venezuelanas reconheceram a nomeação no domingo (4) e anunciaram apoio à permanência de Rodríguez no cargo por um período inicial de 90 dias.

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